Sexta-feira, Agosto 31, 2007

elenco

tem uma série de títulos para posts que eu gostaria de colocar aqui mas não coloco. eis aqui alguns deles:

- "rive droit, rive gauche" ("margem direita, margem esquerda")
- "neun Monate vergehen schnell" ("nove meses passam rápido")
- "antes que eu me esqueça: me esqueça"
- "before sunrise"

mas a regra aqui tem sido colocar títulos de uma única palavra, em português. porque é assim que tem que ser e pronto.

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lisboeta

da coluna do Cláudio Humberto, hoje:

Sucesso
No primeiro mês do vôo Brasília-Lisboa-Brasília, cinco vezes por semana, a TAP já transportou 8.800 pessoas, com taxa de ocupação de 75%.


quando a TAP anunciou a criação desse vôo, no começo do ano, muita gente achou que era apenas uma "compensação política" pelo fato de que a empresa pegou rotas bastante lucrativas, como de Lisboa para Salvador, Natal, Recife e Fortaleza. o Pipe mesmo dizia "só você vai pegar esse avião". acho que não foi bem assim, hein? e que venham agora a Alitalia fazer uma Brasília / Roma, a Lufthansa com uma Brasília / Frankfurt, a Continental com uma Brasília / Houston... e por aí vai.

ah! sábado passado, enquanto ia para a casa do Ivan, lá pelas quatro da tarde, vi esse vôo da TAP descendo em Brasília, passando bem por cima do meu carro. foi bonito.

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vila

não tem sido fácil escrever ultimamente, por algum motivo que ainda desconheço. vou descobrir. enquanto isso, só nos surtos de escrita é que consigo desenvolver algo. paciência...

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Quinta-feira, Agosto 30, 2007

nióbio

sim, meu amor, saí com o carro à noite e só voltei agora. porque eu só teria pressa de voltar pra casa se você estivesse aqui. fechei os vidros, liguei o som e coloquei aquilo que você chamaria de "seqüência de clássicos da baixa auto-estima" e cruzei a cidade atrás de lugares e números que me fizessem chegar até você. vinte e sete, vinte e um, vinte e três: qualquer coisa entre o dezenove e o trinta me faz lembrar de você. mas qualquer outro número também. e subi, desci, peguei retornos, acelerei e fiz aquilo que eu mais faço quando penso em nós dois: frear. porque você tem medo dos pardais e de toda aquela velocidade da sua rotina de paroxetina, na qual você só não toma uma multa por velocidade mínima por andar de metrô e virar passageira da própria vida. voltando ao passeio, eu poderia decorar cada quadra, cada bloco e conjunto no caminho até sua casa, mas isso não vai desobstruir as vias que me levam até você, devidamente protegidas vinte e quatro horas pela sua guarda alta, que só me deixa ver seus verdes olhos porque eles furam qualquer defesa - até mesmo a sua própria. e o frio na barriga me pega ao me aproximar: não é falta de gasolina nem são pneus descalibrados, mas o excesso de vontade de te dar uma carona. entenda uma coisa: talvez eu seja o Jaguar XK que você merece, embora não imagine nem que mereça nem que eu seja um.

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Quarta-feira, Agosto 29, 2007

malte

mais um argumento para quem acha, como eu, que os coreanos são a escória da humanidade:

Estudo diz que cereais gostam de música clássica

Cereais gostam de música clássica, alega uma equipe de cientistas sul-coreanos, após identificar dois genes do arroz que respondem de forma mais ativa ao serem submetidos aos sons de compositores como Ludwig van Beethoven. Apesar de ter provado que as plantas respondem à luz, que afetam e otimizam seu crescimento, e também ao tato, o que reforça a resistência ao vento, até agora a reação ao som era um mistério.

Segundo estudo publicado hoje na revista científica britânica New Scientist, os pesquisadores expuseram mudas de arroz ao som de 14 obras distintas de música clássica em diferentes freqüências, enquanto analisavam os níveis de atividade dos genes. Dirigido por Mi-Jeong Jeong, do Instituto Nacional de Biotecnologia Agrícola de Suwon (Coréia do Sul), a equipe descobriu que os genes rbcS e Ald eram mais ativados quando submetidas a freqüências de 125 e 250 hertz, enquanto diminuíam sua atividade a 50 hertz.

Os resultados do relatório sugerem que o som poderia ser uma alternativa à luz como gene regulador. Os pesquisadores acrescentam que a descoberta baratearia as técnicas de cultivo dos agricultores porque poderiam prescindir de produtos químicos para ativar os genes de crescimento. No entanto, o descobrimento gerou ceticismo entre alguns cientistas, como Philip Wigge, do centro John Innes. Ele qualifica as técnicas utilizadas de "antiquadas" e acredita que os exemplos analisados são "poucos".

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repetindo

o axioma de Ximeninho, mais uma vez: "fazendo errado até dar certo", all the way.

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barômetro

em alta:

- Serge Gainsbourg
- Morphine
- coletâneas de hits
- Ryan Adams
- funk (apenas para fazer as bases do disco novo dos MCs Picaretas)
- Kraftwerk

estacionado

- Suede

em baixa:

- álbuns e coletâneas que precisam ser entendidas
- Oasis e britpop em geral
- Smashing Pumpkins (exceto o "Adore" e, mesmo assim, nos momentos certos)
- samba
- projetos paralelos do Brett Anderson
- psytrance

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fumaça

mesmo não fumando, fico preocupado com os direitos dos fumantes. e hoje descobri que a lanchonete do subsolo da Telerj tem um impedimento contratual de vender cigarros. achei vacilo demais.

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Terça-feira, Agosto 28, 2007

coisas que eu nunca te disse #5

like a mirror, I'm nothing, I'm nothing,
I'm nothing 'til you look at me

(...)

leave your world and join me soon
leave your world behind
you can take the Saturn Line
in no time, no time


(Morphine, "Like a mirror", escrita em 1999 e lançada um ano depois)

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telúrio

filmes que já passaram, lágrimas que já secaram, palavras que já ressoaram. sinais já interpretados, olhos já fechados, fatos já celebrados. títulos, notas, fotos, diálogos, legendas, conflitos. ninguém se move, ninguém se machuca: será verdade? fiquei no mesmo lugar e me sinto machucado.

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Segunda-feira, Agosto 27, 2007

adoçante

sim, eu tenho um lado masoquista. mas não, ele não tem aparecido. as coisas têm caminhado sob uma linha tênue que separa persistência e obsessão, timidez e frieza, medo e impaciência. eu conto os minutos, meço as palavras, mas parece não adiantar.

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paráfrase

frase do dia: "eu tô muito paranóica com isso, mas você me entende" - Ana Leila, ao telefone com uma pessoa que não parecia entender.

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Domingo, Agosto 26, 2007

império

assistindo ao jogo entre Manchester United e Tottenham Hotspur, agora há pouco, chamou-me a atenção pelo fato de que, naqueles painéis eletrônicos de propaganda, à beira do gramado, eram divulgados os endereços da página oficial dos deabos vermelhos para a China e para o Japão, e que o anúncio da Budweiser tinha o nome da cerveja em caracteres latinos intercalado com o nome em caracteres japoneses (presumo, mas podem bem ser os chineses).

o que um mercado consumidor enorme e outro com poder de compra enorme não fazem, não?

*

a versão brasileira do "Pimp my ride" é deprimente. não só porque todos os carros mudados são da Volkswagen, que patrocina o programa, mas também porque o apresentador tinha que ser algum cantor de axé. esse cantor do Matanza manda bem no palco, a banda dele é legal, mas ele é o cúmulo da antinaturalidade num programa desses.

*

fui buscar um marmitex em um restaurante da Asa Norte que me proveu uma boa refeição da vez em que lá fui para comer no próprio lugar. não sei se meus critérios mudaram ou o que foi, mas o marmitex tava bem fraco. se bom em quantidade, fraco em tempero e personalidade. mas não dá para exigir muito esmero por sete reais, admito.

*

aproveitei uma visita profissional à casa do Ivan (não, não sou michê) para fazer mp3 de alguns discos dele - no caso, quatro do Kraftwerk: "Autobahn" (o do estrelato, 1974), "Radio-activity" (que eu tenho em vinil, 1975), "The man machine" (o da robótica socialista e até então meu preferido, 1978) e a grande surpresa, o Computer World, do ano em que nasci (1981). esse último é lindo do começo ao fim, não é cansativo, não tem grandes suítes - e a música de maior duração é também a mais bela ("Computer love"). outra coisa legal deles é buscar no Youtube os vídeos de apresentações em programas de tevê na Alemanha Ocidental da época: nem ali eles escapavam daquela pinta de mistério, ninguém da banda tinha expressões faciais, as donas de casa da platéia ficavam pasmas... meu deus, bom demais.

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realeza

fiquei, de uns dias pra cá, com vontade de comprar um Rolls-Royce usado. daria um trato nele, deixando-o igual a quando saiu da fábrica, e usaria de vez em quando, para dar um rolê por aí. e usaria, nas situações normais, um ordinary car pequeno, tipo o meu.

só que a oferta de Rolls-Royces usados no Brasil é ínfima, de modo que já estou vendo de comprar um Daimler (aquele gêmeo do Jaguar) ou um XJ. porque sempre é bom ter um carro com sangue azul, ainda que se tenha de enfiar uma gasolina cheia de enxofre no tanque.

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corte

então eu estava aqui, olhando pro meu computador, enquanto ouvia a televisão. nisso, surge uma chamada do Fantástico dizendo algo sobre "hoje você vai saber quem de fato era a princesa baiana". pensei "ué, revival da Carla Perez?" e levantei os olhos, noiado, pra ver qual era a história. mas era a princesa Diana, a de Gales, falecida há dez anos.

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Sábado, Agosto 25, 2007

mental

atitude é isso aqui: o metaleiro chega no "Ídolos" alemão e manda um Cannibal Corpse à capela:



fiquei peiplexo.

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noventa

cinco coisas recentes das quais me orgulho:

- de ver que minha irmã tem um senso de humor nota dez. modéstia à parte, um tanto dele foi moldado por mim. o resto ficou por conta do black metal norueguês;
- de ter dito ao meu chefe que não poderia ir atrás do gerente de outra área para que este me solicitasse pra essa outra área e pudesse sair de onde estou. porque eu disse a ele que isso seria como dizer "eu te amo" a alguém que não amo;
- de resistir a algumas tentações que têm sido grandes, embora fazendo algumas concessões;
- de não ter a mínima idéia do que vai acontecer comigo entra o próximo dia quatro e o final do ano;
- do que vou fazer daqui a pouco, ainda essa tarde. stay tuned.

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lentilha

sinto que estou a esquecer o aniversário de alguém, mas não sei se isso procede e, caso proceda, quem está aniversariando. então deixo aqui os votos de "feliz parabéns", seja para quem for.

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urrú

hoje descobri que existe uma parte da Itália onde a língua oficial é o... alemão. na verdade, o italiano também é, mas aí metade da população fala cada uma das línguas - e ainda há uma galera que fala uma terceira, o ladino. é a região autônoma de Trentino-Alto Adige (ou Trentino-Südtirol, se você for da turma do Schumacher).

o que eu achei disso? lindo. já sabia que no Vale d'Aosta, mais a oeste, o francês divide com o italiano o estatuto de língua oficial, mas lá apenas 5% dos italianos falam francês - ou seja, na prática não é a mesma coisa.

também descobri um monte de pequenos países que duraram apenas poucos dias ou meses, formados com a dissolução do Império Austro-Húngaro e do Império Otomano. curioso ver como, após o fim desses impérios, cada um tentou preservar sua cultura e seus direitos étnicos fundando um país. nenhum deles vingou, boa parte foi engolida por países socialistas, uns poucos tiveram melhor sorte.

e o que isso mudou minha vida? pouca coisa. mas serviu para me dar, ao menos, uma visão microscópica da história, coisa que dificilmente rola. legal demais.

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seda

ho speso metà della mia weekend a guardare la sua foto. l'altra metà fuò spesa a pensare nella.

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dialética

Vesper Lynd: Am I going to have a problem with you, Mr. Bond?
James Bond: No, don't worry, you're not my type.
Vesper Lynd: Smart?
James Bond: Single.

("Casino Royale", 2006)

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tarefa

fizeram um top 10 de melhores momentos do Jeremy Clarkson. eu não conseguiria fazer um. quanto mais dizer as genialidades que ele diz.

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enfermaria

então as coisas também estão assim, vejam só:

- saí com a galera e fui pra porta da Landscape, uma balada indie (o que quer que isso queira dizer) no Lago Norte. pra porta, claro, porque pra entrar é uma outra história.
- chegando lá, onde o Ivan tava dando som, aquele gosto de derrota: não tinha ninguém no lugar. dois amigos (que não vou dar o nome, mas todo mundo sabe quem são, haha), alegrinhos (assim como eu), tentavam me convencer a entrar, dizendo que no período em que eles ficaram ali na porta tinham entrado umas dez mulheres, contra quatro homens. usar a estatística tem seu lado ruim: o que é que esses dados que eles me passaram provam?
- em seguida, começaram um libelo a favor da mulher feia: uma espécie de apologia às mulheres mal-desenhadas, pra eu largar de ser fresco e pegar qualquer coisa. ouvi aquilo com cara de paisagem, enquanto via umas donas que não passaram pela inspeção final entrando na Landscape. não tava mesmo com vontade de entrar, ainda mais sabendo que teria de morrer dez reais (se for pra pagar, que seja caro e em lugar bom, certo?);
- aí uma outra coisa: muita gente conhecida, inclusive um bom bando de pregos. não vejo graça em chegar numa balada e encontrar sempre a mesma panela. aí começa aquela rede de boatos e já-pegueis que liga todo mundo e não serve pra nada, a não ser me aborrecer;
- dali a pouco, uma música que me dá razão quando falo que já vi esse filme: "History repeating", dos Propellerheads, com a Shirley Bassey nos vocais. é a história se repetindo: a mesma turma, que só se pega entre si, fazendo festinhas pra tocar as mesmas músicas, a mesma história de tchose. nessa hora eu falo que não me sinto bem e todo mundo acha que eu não quero é encontrar uma certa pessoa. eu não quero mesmo, mas ela não estava lá hoje e nem assim eu quis entrar;
- nesse ponto, evoco aquele post escrito uns dias atrás: não tenho mais vontade de ser dessa galera, só de ouvir algumas coisas no carro. daqui a dez anos os cabeças desse povo provavelmente estarão no mesmo lugar, e eu não posso fazer isso da minha vida.
- isso dito, pego o carro e vou pra casa tomar Ovomaltine e escrever coisas chatas como isso aqui, que eu aposto uma banana nanica como ninguém vai ler. o resumo é: eu não tenho mais paciência pro mundo indie. nem pra nenhuma outra panelinha, na real. agora com licença, vou ali esquentar o leite.

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Sexta-feira, Agosto 24, 2007

ambulância

então as coisas estão assim, vejam só:

- o Fabiano casou-se, já voltou da lua-de-mel (presumo) e matou o blógue (presumo);
- o ditador da Venezuela enviou latas de atum para as vítimas do terremoto no Peru... estampadas com a cara dele e do candidato derrotado à eleição por lá;
- passei um anti-rugas da Lancôme no rosto e pareci ter dez anos a menos, o que me fez imaginar que nada no mundo, nem a combinação de dinheiro, poder, bom sexo e fama, pode ser melhor que um bom hidratante;
- a Ana Paula me mandou uma mensagem dizendo que, se estivesse aqui em Brasília, estaria acompanhando o julgamento do mensalão, no STF. e eu respondi que sim, ela estaria aqui, na vaga aberta pela aposentadoria do Sepúlveda Pertence;
- o pastel de bacalhau do Bar do Mercado, ali na 509 sul, é nota 8. tem bastante recheio, uma massa bem coerente frita em óleo novo e tudo mais, mas depois da metade ele passa a ser, digamos, repetitivo;
- eu estou mais tranqüilo com a solução provisória de alguns problemas, mas ainda estou preocupado com a definitiva;
- esse post do Man in the Box vai fazer dois meses, mas já deu pra perceber que nunca vai perder a atualidade;
- como a garota printscreen bem apontou, a família Gainsbourg vem sendo o grande sucesso por aqui.
- baixei uns joguinhos aqui e agora passo o tempo jogando Pac Man, Paciência e um do pingüinzinho que é tão simples que deve ter sido feito pro Apple II. do jeito que eu gosto. só falta um Elifoot para Mac.

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Quinta-feira, Agosto 23, 2007

desculpe

mas eu não estou com o que escrever aqui. amanhã melhora.

(ao som de Je suis venu te dire que je m'en vais, do Serge Gainsbourg, que será incluída na minha próxima compilação, Cool Corno, que vem se juntar à Corno Collection e A Volta dos Corno)

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outubro

farmacopéia

dois meses depois de eu brigar com o médico e me dar alta voluntariamente, voltei ao tratamento. parece que inibir a estimular a produção de dopamina vai fazer de mim alguém melhor.

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Quarta-feira, Agosto 22, 2007

peróxido

gastei muitos minutos do dia admirando a Fernanda Machado na capa da "Marie Claire". fiquei de face. melhor que isso, só se rolasse a Rosane Mulholland na Playboy.

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moral

eu sei, meu amor
que chegar em casa três e meia da manhã não dá
que comer depois de uma certa hora é atentar contra o regime
que cheirar a cigarro dos outros é horrível
e que desse jeito não tem condição
que você quer mais da vida
mais de quem quer estar com você
e daquele com quem quer ficar.

eu sei, meu amor
que te escrever um poema não vai adiantar
que minha recuperação não apaga as marcas do crime
que eu fui um grande babaca desprezível
e que pisei demais no seu coração
que você saiu dessa muito ferida
mas eu não saí, não consigo te esquecer
e agora não consigo te encontrar.

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Terça-feira, Agosto 21, 2007

99

1999 foi um ano muito bom musicalmente. teve o "Head music", pior disco do Suede, teve o "La marcha del golazo solitario", a despedida por cima dos Fabulosos Cadillacs; "Utopia parkway", do Fountains of Wayne, o pop perfeito que nem o Brian Wilson conseguiu (pedras, por favor), e o surreal "Summerteeth", do Wilco, um dos preferidos da casa. e foi quando as sessões do "Pneumonia", do Whiskeytown, foram realizadas.

e teve ainda "I want it that way", a última grande música dos Backstreet Boys, que eu estou ouvindo no repeat nesse exato momento.

tell me why
ain't nothin' but a heartache
ain't nothin' but a mistake
(don't wanna hear you say)
I never wanna hear you say
I want it that way


:D

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jamais

não é mesmo tarde, meu amor.

se eu ficar acordado aqui por toda a madrugada, enquanto você dorme, pra provar que não é tarde,
você acredita em mim?

*

você leu entre as coisas que escrevi: ages passed as I stood still for you
e me cobrou uma explicação.
pois bem, lá vai ela: nunca te disse isso. esperei quieto.

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Segunda-feira, Agosto 20, 2007

goiaba

tava lá na Fnac, aí tinha uma dona reclamando na seção de venda de telemóveis: "por que a Nokia só lança celular gordo?". deu vontade de apontar esse que você gostou e dizer "não é isso não, é você que somatiza na pança, sua anoréxica". mas eu não disse isso.

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coisas que eu nunca te disse #4

I could handle sticks and stones
but those words still break my bones

(...)

you don't know what you're really saying
stop before someone ends up getting hurt
can't you see that we're only playing


a já citada duas vezes em dois dias: "Little monsters", Charlotte Gainsbourg. 2006.

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identidade

segundo o Craudio, esse aqui sou eu:



não achei parecido. e vocês?

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Teany

não é tarde, meu amor. quando for, pode deixar que eu te aviso. agora dorme bem, boa noite, qualquer coisa me chama.

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blazer

diazinho alegre, com algumas pitadas de melancolia, uma arrancada no trânsito, um almoço bacanérrimo e uma floresta verde a se desbravar nos próximos dias. "Little monsters", da Charlotte Gainsbourg, ainda ressoa nos ouvidos - que bom assim.

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Domingo, Agosto 19, 2007

ladainha



essa música ("Little monsters", da Charlotte Gainsbourg) tem muito a ver com certas coisas que sinto assim que escurece. nem me preocupo em entendê-las, só sinto isso e pronto.

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ouvidoria

comprar um novo telefone celular para mantê-lo desligado.

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dúzia

estava ali fazendo minha caminhada básica pelo bairro quando, de repente, um Gol preto pára do meu lado, nas imediações do Pão de Açúcar. dentro dele, dois cabeludos com cara de cão abandonado (aquela cara que o Lelo faz quando é contrariado), daqueles que não têm maldade nem pra comprar um disco do Iron Maiden fase Blaze Bayley, me abordam:

"- por favor, onde fica a Igreja Universal?"
"- rapaz, não sei, só sei a da Asa Sul."
"- não sabe de uma igreja que tá sendo construída, aqui por perto?"
"- ah sim, sei qualé. segue reto, vira à direita no segundo balão, entre as quadras 1 e 2."
"- obrigaaaaado!"

só que - ops! - dei o endereço da Igreja de São Pio de Pietrelcina, a mais próxima das católicas da região. como eu pude me enganar desse jeito?

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quinzenal

procurando ontem pela mp3 de "Ana's song", do Silverchair (não enche, eu sei que você também gostava na época. só que eu gosto até hoje), descobri que a banda lançou um disco novo esse ano. gostei do nome (Young modern), da capa (um Mondrian em três dimensões) e de saber que o Van Dyke Parks deu uma mão.

será que devo baixá-lo?

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combustível

é sempre bom ter gasolina no carro. mesmo que não se tenha alguém para visitar.

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notas

quando eu era jovem e cortejava as meninas
eu jogava um jogo de espera comigo mesmo
se uma garota me dispensasse sacudindo os cabelos
eu deixaria a velha Terra girar algumas vezes
enquanto eu a convenceria com lágrimas em vez de pérolas
e dando tempo ao tempo ela viria atrás de mim
o tempo veio, ela veio

(...)

oh, é muito tempo de maio a dezembro
mas são menos dias a partir de setembro
quando a temperatura do outono ateia fogo às folhas
já não há tempo para o jogo de espera

e os dias se resumem a alguns poucos grandes momentos
setembro, novembro
e aqueles poucos dias preciosos que passei com você
aqueles poucos dias preciosos que passei com você


essa é uma tradução meio literal da "September song". setembro está ali na esquina, me espreitando. mas aqui no hemisfério sul, setembro é a primavera e não o outono.

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repetidor

li essa última edição da Rolling Stone ontem. a revista melhorou bastante em relação ao primeiro número, que foi o único que comprei. até na avaliação dos discos: na primeira, tudo era cinco estrelas. nessa, tudo são três estrelas, como na edição americana.

mas havia uma outra edição junto, a anterior, e eu não senti a mínima vontade de ler. o motivo? falta de vontade de ler sobre "cultura pop". de 1998 até meados de 2004 eu lia tudo que podia sobre o assunto, sonhava em assinar a Uncut, em escrever pra própria Rolling Stone e pra "Ilustrada" da Folha de São Paulo. de lá pra cá, a minha vontade de ler sobre o assunto foi praticamente zerada. ainda baixo alguns discos de bandas novas, mas só leio sobre o assunto em revistas com as quais me identifico mais, tipo a GQ, a Vogue, a Elle. e nos meus blógues de confiança, ou por meio dos meus amigos.

não sinto mais aquela vontade de estar atualizado com o mundo da música, do cinema, da literatura, de ser um Lúcio Ribeiro (que hoje em dia leio pela amizade que temos, e não pelo conteúdo em si). o fato é que me sinto bem desse jeito, com uma certa distância - como convém manter de quase tudo relativo ao meu passado. mas foi bom, ainda que agora eu não tenha o menor interesse, constatar a evolução da Rolling Stone brasileira, a despeito de seu editor ter sido responsável por alguns dos momentos mais sofríveis da imprensa cultural brasileira.

*

sinto a mesma coisa quando assisto à MTV. o único motivo que ainda faz com que eu assista de vez em quando ao canal, que se chama Luísa Micheletti, perdeu bastante de seu atrativo quando o "Jornal da MTV" foi encurtado para meia hora - podaram todas as falas dela e qualquer um percebe, hoje, que a redação do que ela diz é pensada para dar a impressão de que ela é uma besta, coisa que ela definitivamente não é. se falasse mais, seria perceptível.

*

isso é metade do que eu tinha a dizer sobre ceticismo. a outra metade, a que me fez acreditar em alguma coisa pela primeira vez em dez anos, continua censurada.

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wrong impression

aqui iria entrar algo sobre ceticismo, mas preferi censurar. agora há pouco eu já havia apagando um post enorme que escrevi uma hora atrás, agora uma censura prévia. não tem sido fácil falar ou escrever. agora abaixa esse fuzil, meu amor. não tô a fim de brigar.

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Sehnsucht

descobri ontem que a Anne Hathaway é exatamente um ano mais nova que eu.

se calhasse de ela ser minha alma gêmea (conceito no qual não acredito), seria maneiro.

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Sábado, Agosto 18, 2007

tudo sobre glamour III

só fui saber hoje, por meio do marido dela, que a Alessandra tem um blógue. melhor ainda, de comida. melhor ainda, trendy até dizer chega (vindo desse casal, não dá pra esperar algo diferente, não?).

só de ler um pouquinho dele, já quis comer umas vinte coisas. por ora, eles estão em Aix-en-Provence, mas as fotos da saison française, que começou por Saint-Tropez, ainda não estão no ar. não quero nem ver quando estiverem...

(mentira, quero sim)

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gerenciamento

IT TAKES ONE TO KNOW ONE - "Only a person with identical character traits would be able to recognize those traits in someone else. Often used as a curt rejoinder to deflect an accusation; you're only saying that about me because it's true of you. Originated in the late nineteenth or early twentieth century." From "Random House Dictionary of Popular Proverbs and Sayings" by Gregory Y. Titelman (Random House, New York, 1996).

é, fodeu.

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Sexta-feira, Agosto 17, 2007

passagem

Quando um «pequeno» elimina um «grande» na Taça de Portugal (como sucedeu hoje com o Atlético e o FC Porto) diz-se que «aconteceu Taça». Ou seja: que se concretizou o objectivo dessa competição, que é supostamente fazer com que clubes de diferentes dimensões se encontrem, possibilitando jogos inéditos e algumas surpresas, que vão acontecendo de vez em quando.

Na vida sexual das pessoas é que poucas vezes «acontece Taça».


Pedro Mexia, num post de janeiro passado.

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12:04

e aqui estou eu de novo, nesta terra de estranhos.

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medalha

escrever, ultimamente, não tem sido fácil. preciso voltar a ter uma rotina, e logo.

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o vídeo da semana



sem nenhuma sombra de dúvida. ay ay ay ay ay!

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Quinta-feira, Agosto 16, 2007

circuit breaker

hoje a bolsa de Nova Iorque esteve em queda livre e acionaram o "circuit breaker". lá isso acontece com quedas bruscas superiores a 1,1%. no Brasil, só quando cai 10%.

*

e parece que, depois de uma partida bem jogada, o time sentiu a pressão e custou para arrancar um empate. e empatar em casa, como se sabe, tem sabor de derrota. mas não me privei de jogar, o que fatalmente seria pior. perder por W.O. é, como diria o Clóvis, desmoralizante (quem o conhece, favor encaixar as sílabas tônicas do jeitinho como ele pronuncia essa palavra).

mas a vida continua, e se entregar é uma bobagem. prefiro acreditar, no entanto, que há coisas que estão sendo ditas e outras que serão ditas. agora vai, Eduardo Palandi, vence o medo e fala tudo. mas uma coisa de cada vez, por favor, sem embolar nem provocar uma cacofonia moral.

*

olhe para o céu: o sol está lá, como o vento gelado que te atravessa a alma sem que você sinta uma gota de frio, sinta a gripe não te envolver nem te lançar à cama. saia dela, coma suas ameixas, escove os dentes e vá deixar de sentir o frio de que todos estão falando e sentindo e experimentando na pele. porque o inverno ainda está do lado de dentro.

*

como bom ateu/agnóstico que sou, não acredito em nada. mas estou me sentindo tentado a acreditar no destino, por conta de algo isolado. mas pode ser que não seja nada. agora com licença, e boa noite a todos.

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Quarta-feira, Agosto 15, 2007

s/c

o metal do dia, por razões diversas, é o cromo. e isso é tudo o que tenho a dizer por hoje.

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Terça-feira, Agosto 14, 2007

exemplificando

como exemplo do que escrevi abaixo, eis aqui alguns carros que são a cara dos meus amigos:

- Marcelo: como vê o carro de uma forma mais funcional que eu, tem mais de seis pés de altura e gosta de resistência e durabilidade, teria que ter um Golf Plus. tem que ser o Golf Plus, e não o Golf normal, pelo tamanho dele. e digo mais: com o motor 1.4 TSI e câmbio DSG, já que gosta de viver perigosamente, Capão Redondo, vida louca...
- Guedes: poupadinho e não muito entusiasta de uma direção ofensiva, como o Marcelo, eu já saquei que o Guedinho também é dos caras que curte um carro bem-acabado. se morasse na Europa, indicaria um Saab 9-3, verde-pimenta, a diesel e com câmbio automático.
- Craudio: ó, dúvida cruel. não sei se o Craudio ficaria melhor num Nissan Qashqai ou num Fiat Bravo (vermelho). se fosse no Qashqai, podia ser o 4x2 com motor 2.0; no Bravo, o 1.4 T-Jet;
- Victor: meu prezado Victor, o mais ilustre filho da QI 16, teria que ter um um carro sobrealimentado, já que ele deve curtir o ronco de seu Supercharger. bodinho como é, ficaria bem com um Audi A3 (obrigatoriamente de duas portas), com esse novo motor 1.8 TFSI.
- Otto: que a Carol não leia isso, mas o Otto precisa de um Alfa Romeo GT. pior ainda, da versão topo de gama, com motor V6. de qualquer cor, menos prata e azul (porque o meu vai ser azul);
- Bruno: esse tem a cara de um Seat Leon, preto. qualquer motor, menos o 1.6 básico. e com bancos de couro beige, arrisco.

ficou com vontade de saber que carro (vendido na Europa) é a sua cara? mande-me uma mensagem, e eu te indico.

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recorte

dia desses eu tava conversando com a Lucia e me ocorreu uma coisa: eu estudei tanto o mercado automotivo que, se morasse na Europa, ofereceria meus préstimos de consultor automobilístico pessoal.

explico: eu sei, basicamente, olhar pra uma pessoa e dizer que carro ela precisa e que carro combina com ela. no caso da Lucia, por exemplo, mandei na lata: Lancia Ypsilon, smart forfour (grafa-se o nome do carro e da marca em minúsculas) ou o Renault Twingo II. ela amou os dois primeiros.

no meu caso, estive pensando aqui, o meu carro ideal, dentre as opções disponíveis na Europa hoje, é o Volvo C30. aí vem a explicação:

- sou solteiro e sem filhos, ou seja, carros do segmento M1 (e superiores), bem como minivans, estão descartados;
- sedãs derivados de carros médios costumam padecer de falta de personalidade;
- peruas (carrinhas, se você for português, ou caminhonetes, se você for a Liv) são extremamente estilosas, mas acho que só vale a pena ter uma se tem-se mais de trinta anos (ou mais de dois filhos);
- existe a possibilidade de eu usar o carro para viajar, então os citadinos estão descartados;
- por ser funcionário público, uma profissão cujo glamour é zero, conversíveis (descapotáveis, se você for o João Martinho) também estão descartados.

dito isso, tem-se, por eliminação, os grupos de veículos que servem ao meu propósito. neste caso, quatro: hatchbacks médios, notchbacks médios, esportivos e esporte-utilitários pequenos. aí vem o fato de que minhas três preocupações principais com carros são, na ordem: bom acabamento (o que exclui carros orientais), segurança (o que exclui esporte-utilitários) e desenho (o que exclui novamente os orientais e boa parte dos americanos).

no final das contas, as campeãs do bom acabamento são, na minha opinião: Lancia, Volvo, BMW, Mercedes-Benz, Citroën, Ford e Saab. dessas sete, a Saab, a Lancia e a Mercedes-Benz logo caem fora porque não têm modelos em nenhum segmento acima. a Citroën tem o C4, mas é um carro não consegue me deixar apaixonado, assim como o Focus II, mas a Ford continua no páreo. sobram, assim, três marcas: Ford (com o Mondeo notchback), BMW (com o série 1 de duas portas) e Volvo (com o C30 e o S40). como Brasília está começando a ser povoada por bodinhos que têm um série 1, ainda que o de quatro portas, ele perde pontos; e o Volvo S40, presença mais rara, pareceu-me um pouco apertado por dentro.

sobram, então, o Volvo C30 e o Mondeo notchback, ambos montados na mesma fábrica, em Genk, Bélgica. o Volvo ganha apenas por uma coisa: imagem de marca. sem contar que, para um cara como eu, é muito mais cool envergar um bichão estiloso desses do que um Mondeo, que a despeito de ser um p*** carro não vai me trazer o mesmo retorno em termos de imagem. que é uma coisa com a qual eu me preocupo demais, bom superficialista que sou.

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nó na garganta

é difícil dizer a alguém o que você sente. mas mais difícil ainda, em certas circunstâncias, é não dizer.

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mas eu estou dizendo. devagar e sem esconder as coisas, não trocando os pés pelas mãos. pode ser tarde para mudar alguma coisa, mas nunca é tarde para ser sincero. e em algumas cidades, é preciso que se haja um tanto de sinceridade para compensar o ambiente.

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