Quinta-feira, Novembro 30, 2006

hoje

hoje é feriado aqui em Brasília, um tal de "dia do evangélico". uma péssima idéia do governo atual, porque se fôssemos coerentes haveria o dia do budista, o do macumbeiro, o do rock industrial orgânico e o de cada religião organizada que tenha um devoto aqui no Distrito Federal. mas na verdade é o tipo da medida feita para agradar funcionário público, que já aproveita e emenda tudo e só volta na segunda, no caso do feriado desse ano.

se for pra que seja feriado hoje, prefiro que seja por outro motivo: foi no dia 30 de novembro de 1907 - noventa e nove anos atrás, portanto - que o patriarca da família da minha mãe, o Palandi que veio da Itália, contraiu núpcias com minha bisavó, a carioca da família. uma pena que, de lá para cá, esse casal ítalo-leblonense só tenha gerado um monte de paulistas. mas eu saí do estado justamente para corrigir isso.

bombando

puxa vida, essa correção da tabela do imposto de renda em 3% fará com que meu salário aumente em... estupendos cinco reais.

isso merece uma festa, mas o budget da celebração não pode superar esse valor. acho que só dá pra comemorar no Nonato, né? mesmo assim, se a gente comer pouco...

Astana

o Ricardo Henrique agora vem com o papo de a Asa Sul morreu. ainda não perguntei-lhe o motivo disso. e nem vou perguntar, pois já vai tarde.

setenta

e lá fomos nós para uma balada (???) em Taguatinga (!!!). é, também não sei como topei, mas ontem estava com vontade de encarar qualquer coisa no estilo.

*

ou qualquer falta de estilo também: em duas horas, o grupo de forró e sertanejo que tocava ao vivo deu lugar ao funk carioca e ao "trance muito irado".

*

havia algumas semi-gatas por lá. mas fui advertido para ser cuidadoso no trato com elas, já que seus cafetões namorados estavam na área. foi a senha pra não mexer com mulher, como sempre.

*

o Victor é sem-noção? demais. mas o Gustavo ontem se superou. cercava as moças, chamava pra dançar, pra festinhas na casa dele, coisas assim. não rendeu muito dessa vez e ele saiu na zorra, mas bem, o quê esperar de Southguatinga?

*

minha garganta, péssima, deu trabalho a noite toda, assim como a velha inflamação do nervo ciático. sim, eu sou um velho na balada, e completamente estragado.

Quarta-feira, Novembro 29, 2006

gospel

e só hoje, lendo uma entrevista do J. R. Duran, é que me dei conta de que fotografia significa "escrever com a luz".

musa

eu nunca assisti a um capítulo de novela sequer por causa de alguma menina bonita. eu também não assisto o "Oi mundo afora", nem sabendo que é a Mel Lisboa que apresenta.

mas meu deus, eu tenho visto o Disk MTV todo dia por causa da Luísa. ô menina linda: por ela eu agüento até clipe da Pitty. no dia em que aquelas chatinhas voltarem a apresentar o programa eu fico no Multishow pra sempre.

p.s.: segundo meu patrão, ela ao vivo é "bem boa". yummmmm...

Terça-feira, Novembro 28, 2006

razão

nove coisas que vão bombar na minha vida em 2007:

- apartamento duplex
- champanhe
- coordenação integrada
- iluminação
- MacBook (e isso já estava resolvido muito antes daquela miserável do 02 Neurônio dizer que é tendência)
- musculação com suplementos alimentares
- pós-graduação
- small talk (profissionalmente)
- vocal feminino em músicas esquisitinhas

decolagem

e quando vi aquela menina na fila do check-in, ontem à tarde, concluí de imediato que ela poderia me levar para onde quisesse.

mas provavelmente o vôo já estava todo ocupado.

chuva

não vi o final de "American psycho", o filme, e não li o livro. ou seja, não sei o que aconteceu ao Patrick Bateman e não gostaria que me contassem. provavelmente deve ter sido morto ou condenado à morte. no meu dia de Patrick Bateman, não matei ninguém e não fui morto até agora, faltando pouco mais de duas horas para que amanhã comece. mas fui pego pela chuva enquanto caminhava no meu bairro e voltei pra casa correndo em meio à torrente, sozinho, à la Hemingway.

considerei isso como um fim. exagerando um tanto no drama, o meu final é bem menos sangrento, mas igualmente trágico.

esperas

ela era uma garota de classe média
ela estava acima de sua cabeça
ela achou que pudesse
permanecer em pé à beira do abismo

ele tinha um sorriso à prova de balas
ele tinha dinheiro para queimar
ela achou que tinha a lua
em seu bolso

mas agora ela morreu
ela está tão morta
morta e adorável para sempre, agora

disseram para que eu sempre me
lembrasse disso...
não deixe uma idiota te beijar
nunca se case por amor

ele era difícil de se impressionar
ele sabia os segredos de todos
ele a colocou em seus braços
como se fosse joalheria

ele nunca cedeu mas conseguiu
ele a mantinha sob suas rédeas
ele não é o tipo de gente
com que você contaria

mas agora ela morreu
ela está tão morta
morta e adorável para sempre, agora

chegue mais perto, olhe com atenção
você caiu rápido
como um avião no mar
em meio a uma tempestade

ela inventou alguém para ser
ela inventou um lugar de onde viera
isso não é um problema
em lugar algum do mundo

tudo aquilo plantado lá atrás
será sempre germinado
logo todos que você conheceu
terão ido embora

mas agora ela morreu
ela está tão morta
morta e adorável para sempre, agora

disseram para que eu sempre me
lembrasse disso...
não deixe uma idiota te beijar
nunca se case por amor

tudo tem seu preço
o que é mais romântico
do que morrer ao luar?

agora todos olham para o mar
o que se perdeu não pode estar partido
ela tinha raízes tão doces
mas elas eram tão rasas

mas agora ela morreu
ela está tão morta
morta e adorável para sempre, agora


essa é a letra de "Dead and lovely", uma balada do Tom Waits gravada dois anos atrás e que só agora eu dei a devida atenção. a forma como a voz cavernosa dele vai contando a história, como se estivesse num bar mal iluminado na beira de alguma estrada no interior do Tennessee, é fantástica.

e é claro que não, ela não precisa estar fisicamente morta para estar morta. aliás, é o que menos acontece.

loucura

estou vivendo meu dia de Patrick Bateman. ou seja, melhor eu ficar de boa, senão vai dar m**** de novo.

fim

toda vez que eu entro num fórum e, especialmente, na Justiça Federal de Brasília ou no Tribunal Regional Federal, é como se tivesse morrido um pedaço de mim.

dos grandes.

eu odeio fórums, odeio trâmites burocráticos, odeio entrar em agências da Caixa, recolher DARFs e outras coisas. odeio qualquer coisa que não possa ser paga por cartão, tirando a Pizzaria Dom Bosco.

é constrangedor ver a choldra advocatícia tão mal-vestida, dando carteirada por aí com seu plastiquinho da Ordem. é ridículo ver que existe uma associação de advogados que atuam em tribunais superiores, bem como é ridículo ver que existe um sindicato da categoria.

a cada vez que pego um processo, é como se estivesse desperdiçando minha vida. a parte legal do direito é a negociação: a partir do momento em que aquilo é codificado, vira uma merda. sim, eu não gosto de palavrões, mas direito codificado é uma merda e é por isso que eu gosto tanto da Common Law anglo-saxã. o tal do direito codificado emburrece, distorce, destrói.

bem como toda aquela papelada. e como todo o ordenamento jurídico brasileiro.

tranca

às vezes seria bom se eu pudesse botar uma senha aqui e só distribui-la a quem quisesse. pena que não dê.

amor(as)

na vida real não existem mulheres como a Claire, personagem da Kirsten Dunst no "Elizabethtown".

e isso, eu descobri hoje, é a coisa mais triste do mundo. ganha até da morte.

Segunda-feira, Novembro 27, 2006

vitrola

disco do dia: "Cinema", do Rodrigo Leão. ele foi um dos fundadores do Madredeus mas saiu da banda quando ela despontou para o estrelato, ficando com a carreira solo. esse "Cinema" é o primeiro long play, de 2004, e tem participações da Rosa Passos e da Beth Gibbons. é, ela mesma, a Beth Gibbons.

parte das canções do disco são apenas instrumentais. legal que o disco me evoca lembranças de Portugal inteiro: o clima de "Deep blue" me lembra Fernando Pessoa e os cafés lisboetas da década de 1930; as instrumentais com guitarra portuguesa me lembram Portugal insular, aquelas paragens da Madeira que aparecem no "Atlântico", da RTPi; "Uma história simples" podia bem ser a trilha da minha chegada ao aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, e por aí vai.

ah, se no Brasil fizessem umas coisas assim...

846

a vontade de não escrever é grande, mas o impulso natural é bem outro.

*

ano passado eu peguei uma camiseta na Zara apenas pelo que estava escrito nela: "Regallo dell'amico riservato" ("presente de amigo secreto" em italiano). óbvio que eu não iria dar de presente pra ninguém e que não era uma mensagem cifrada - apenas gostei de achar uma estampa em italiano e sem palavrões ou coisas às quais me oponha. e a camiseta ficou um tanto justa, embora não a ponto de inviabilizar seu uso.

uns meses depois eu fui adicionando umas libras ao meu peso e ela ficou ridícula em mim, assim como aquela camisa social rosa que peguei lá também. fiquei um bom tempo sem vesti-las por causa disso, até que ontem vesti a camiseta e, surpresa, ela está um pouco folgada - e não foi por acostumar-se com a minha pança. coloquei-a e me vi no espelho: magro, afinal.

claro que ainda há um looooongo caminho a se percorrer, mas foi estranho me ver magro depois de quinze anos, haha. ou dois, depende do ponto de vista.

*

o tema do Manhattan Connection de ontem foi "pessimismo". um mês depois de o Brasil ter feito esta cagada decisão política, o panorama no assunto não é muito animador. mas a política teve pouco espaço na discussão otimismo / pessimismo que pautou o programa, e eu gostei de um negócio que o Diogo Mainardi levantou: a questão das expectativas.

é óbvio que 2006 tem sido o melhor ano da minha vida, mas não era tão óbvio que um ano tão bom assim fosse uma ratoeira armada para me pegar em 2007: acordei ontem para a verdade acaciana de que preciso zerar minhas expectativas pro ano. não só por algumas dificuldades que imagino que vão aparecer como porque um ano tão bom quanto o atual só faz crescer a pressão por um subseqüente tão bom ou ainda melhor.

felizmente eu trouxe o Tao Te King surrupiado do meu tio aqui para Brasília, e já vou tomar as medidas necessárias para me esvaziar das high hopes e viver um pouco melhor.

*

começou a temporada aeroportuária, e ontem descobri que os pontos meu cartão de crédito pode me dar muito mais do que um desconto de 50 reais numa máquina de panificação: com a conversão de seis mil deles para o frequent flyer da TAM e mais uns vôos que tinha feito, cheguei aos dez mil pontos ao comprar minha passagem para Deprelândia. ou seja, um trecho nacional a ser resgatado. como devo voltar de lá com os Chad, vou deixar a passagem à disposição. nunca se sabe quando é preciso voar daqui para Noronha, não é verdade?

*

o silêncio pode, sim, incomodar. e chegar a te dar vontade de estar num concerto de hardcore, só para que algo seja dito, escrito, lido. na real, não precisa nem ser o silêncio sonoro.

Domingo, Novembro 26, 2006

miríade

hoje o dia promete: não há nada pra fazer. minto: tenho umas deliberações e umas entregas a serem feitas.

*

provavelmente esse blógue será censurado durante a semana. não alimentem grandes esperanças e nem esperem grandes textos, se é que alguém aí um dia fez isso. vai rolar um contingenciamento forte.

*

estou ficando louco. ouvi meu celular tocando em duas ocasiões que ele não tocou. que medo...

quartzo

da coluna "Gente Boa", no Globo de hoje:

Gente Boa: O que o senhor acha do amor nas letras do funk?
Cauby Peixoto: Fancho?
Gente Boa: Funk.
Cauby Peixoto: Nunca ouvi.

vermelhidão

tenho muita coisa para escrever aqui, mas não posso, por ter que fazer outras coisas com essas coisas.

SMS

SMS é a sigla de "short message service", um serviço para você resumir sua vida em 151 caracteres e enviá-la de um celular a outro. de vez em quando não cabe tudo nesse espaço (que pode ser de até 160 caracteres às vezes). de vez em quando eu mando alguns para meus amigos, tipo hoje.

ainda estava no décimo sexto andar do Grand Bittar e mandei um SMS triplo. e é isso.

Sábado, Novembro 25, 2006

porco-espinho

oi, tudo bem? estou no último andar do Grand Bittar, um dos hotéis mais maneiros de Brasília, desfrutando da companhia de uma galera em um truco com vista para a Esplanada e para o lago Paranoá. Brasília é uma cidade linda, estou apaixonado por esse lugar. o plano original é ficar aqui jogando até duas da manhã, parar para ver Brasil no voleibol e... sei lá o que mais. enquanto isso, tome blefe e refrigerante dietético. cheers!

*

atualizações aqui? ah, passem amanhã...

*

almoço em família hoje em Assombradinho: os amigos são a nova família. cedo ou tarde isso rola, especialmente com quem vai morar sozinho. na real, tenho duas famílias diferentes, e amo as duas. com opcões da dieta de South Beach no menu, joselitei de tanto comer e estou estufado até agora. que beleza...

*

hoje nosso querido Victor L. Bicudo está colhendo a vigésima terceira couve na horta da vidahmmmmmmmmmm. levantem suas taças mais uma vez e brindem ao garoto, meus caros: ele merecehmmmmmmmm.

croissant

eu não bebi um gole de álcool ontem. aliás, eu não bebo um gole de álcool faz vários ontens. mesmo assim, a sensação é de ressaca moral - mesmo sem ter feito nenhuma besteira notória, por exemplo. será que tem cura?

Sexta-feira, Novembro 24, 2006

treis devaneio

quando a única publicação brasileira a falar alguma coisa do melhor disco do ano (o da Charlotte Gainsbourg, entenda-se) é a "Vogue", é sinal de que você não precisa de nenhuma outra revista. isto é, fora a "piauí".

dois devaneio

enquanto isso, não muito longe dali, outras coisas parecem ganhar forma.

um devaneio

eu até que gosto de coisas que começam de um jeito e, no final, terminam de outro. desde que eu mantenha a rédea das coisas durante e depois da mutação, claro.

Quinta-feira, Novembro 23, 2006

refrescância

chega de guitarras. certo mesmo, como sempre, está o doutor Marcos Porto: o negócio é ouvir um Buena Vista Social Club e tomar porres de mojitos, enquanto se espera o fim da ditadura cubana - e os milhões de dólares a se ganhar no país.

fala sério...

uma citação linda:

"O perfume é o invólucro invisível,
Que encerra as formas da mulher bonita."


isso é do Castro Alves e eu descobri pelo Migalhas de hoje, uma boa dica da Gabi.

oito da manhã, deitado na cama, olhando pra cima, uma pergunta a se fazer

será que foi precipitação da minha parte?

(para quem souber do que estou falando: mandem-me respostas)

disco 2006

esse "Different class" é gostoso do começo ao fim, hein? tô aqui ouvindo ele, feliz da vida por saber quem é o Jarvis Cocker.

não, não me sinto superior por isso não. só feliz mesmo :)

na nóia, eu?

bom, então eu fiquei dez dias como um prostituto da alimentação, traindo meu regime sem culpa, pra passar o aniversário enchendo a cara de apfelstrudel. tá, tá. aproveitei que o Juliano Anaconda, cunhado do Lelo que come tudo, em quantidades cavalares, e não engorda nem cem gramas, foi embora, e recomecei ontem a dieta.

uma hora de ergométrica pela manhã, almoço no STJ segurando a boca: atualmente estou numa espécie de "fase 1,5" da dieta de South Beach, comendo pequenas quantidades de arroz e pão integrais quando preciso, e sessenta gramas de chocolate por semana - e só. nada de batatas, milho, arroz branco, pão de farinha branca, açúcares em geral. só posso joselitar de proteínas, como sempre.

pouco depois do almoço passei nos Correios para deixar um envelope, e logo ao lado havia uma farmácia com balança. como quem não quer nada, subi nela e o resultado foi assustador: 82,2 quilos. tudo bem, eu tinha carteira, telemóvel, chaves e moedas no bolso; minhas vestes eram assaz pesadas... mas aquilo ali era um flagrante absurdo. imbuído do puro ódio, voltei pra casa e fiz mais uma hora de ergométrica, além de dar a volta no Sudoeste econômico à pé, o que leva mais uma meia hora.

parei numa farmácia logo depois de completar a volta e vi bem mais razoáveis 79,8 quilogramas. melhor assim: nunca confie numa balança petista.

leitura complementar

essa piauí número dois tá boa demais, hein? bem melhor que a primeira, que já era ótima...

Quarta-feira, Novembro 22, 2006

abstração de verão



uma passagem só de ida para as Seychelles, por favor.

congotronics

"- você sumiu."
"- eu é que digo isso de você."
"- nunca mais apareceu..."
"- ahn, sei lá."
"- nem mandou email no meu aniversário... esqueceu, foi?"
"- não."
"- tava sem tempo, então. tudo uma correria só..."
"- não, nem tava."
"- então o que houve?"
"- lembrei de te escrever. mas achei que não devia."
"- por quê?"
"- pra quê te escrever?"

ser sincero às vezes pode ser letal.

vai já passar

guarda alguns sonhos, meu bem
dos que não caem no chão
dos que não partem nas horas de solidão

guarda a criança, meu bem
nas linhas claras da mão
onde vozes cantem, espantem a escuridão

e enquanto é cedo, brincam os dias
pouco importa fora das fantasias
quando algum medo, estrela vazia
deixar sem segredos toda a poesia

não te aflijas que tudo vai, vai já passar,
vai já passar meu bem...
tudo vai, vai já passar,
vai já passar, eu sei

guarda-te bem meu bem
que o bem é pouco e já lá vem
o quem é quem, o tem não tem,
o mundo inteiro e o ninguém

não te aflijas que tudo vai, vai já passar,
vai já passar meu bem...
tudo vai, vai já passar,
vai já passar eu sei
vai, vai já passar meu bem...
vai, vai já passar meu bem...


("Vai já passar", Quinteto Tati, 2004)

pi

rubão diz:
então talvez você só não saiba
eple diz:
não exatamente
eple diz:
talvez as coisas só não existam

tchau

esse ano eu ouvi bastante gente se queixando de que é difícil deixar outras pessoas para trás. e ouvia isso de certas maneiras em que, na minha vida, era fácil demais pra mim: basta dizer "tchau". falta vontade aos outros? acho que não. provavelmente sobra disposição em mim pra esse tipo de coisa...

utilidade II

liguei no 0800 da Coca-Cola e - surpresa! - eles lançaram o Schweppes Citrus Light no Brasil, em outubro passado. ele está inicialmente disponível em quatro regiões: São Paulo, Ribeirão Preto, Campinas e... Brasília. mas ainda não achei por aqui, que pena. assim que achar, levo vinte de uma vez...

aproveitei e pedi o relançamento do Schweppes Maçã e para que fosse produzido no país o Schweppes Ginger Ale, disponível ali em Buenos Aires. afinal de contas, tubaína is so passé...

roquenrrol

saiu, na atual edição da "Exame", uma matéria sobre os advogados e banqueiros de investimento por trás dos grandes negócios de fusão, incorporação e aquisição fechados no país - meu emprego dos sonhos, e que eu ainda boto fé de estar lá. leiam aqui (a senha das bancas é ZAGREB).

yummm

talvez alguém tenha percebido que no "Bom dia Brasil" de hoje, um executivo italiano (não sei se da Fiat ou da Magnetti Marelli) apareceu dirigindo um Lancia Ypsilon equipado com câmbio manual automatizado DFN e falando das vantagens do sistema, que será oferecido em carros compactos brasileiros em até dois anos.

pena que o carro em que ele estava instalado, esse Lancia, nunca será vendido no Brasil - essa unidade foi trazida apenas para testar a transmissão por aqui. eu abriria mão de um carro grande pra ter um desses, fácil fácil. e, claro, equipado com o câmbio DFN, cuja sigla quer dizer "double function" nos carros da Fiat mas, nos da Lancia, significa "dolce far niente" - pior é que é verdade...

Terça-feira, Novembro 21, 2006

controlando o riso

aí o carioca chamou o protetor de cárter do carro dele de "peito de aço". dei um nó na minha boca pra não rir naquele momento, depois passou.

onde você estava em 2003?

juventude

li numa das últimas edições que Brasília é uma das cidades menos seguras para jovens de até 24 anos.

como eu fiz 25 uns dias atrás, só estou esperando meus caros Ivens, Guedes, Craudio e Vini completarem essa idade pra dizer "quero mais é que se f**** os jovens".

utilidade

uma versão light da Schweppes Citrus / Green cairia tão bem, não?

atualização: descobri que na Argentina tem. tô ligando no 0800 da Coca-Cola e pedindo para fabricarem aqui.

include me out

um futuro colega de trabalho me manda uma planilha com os valores atualizados de nossos rendimentos na Telerj, uma vez lá dentro. ele recebeu de alguém que já está no serviço, então a fonte é confiável.

porém, como dizia a Vera Verão, "EEEEEEEEEEEEEPAAAAAAAAAAAAA": na planilha já vem, em uma certa linha, um desconto para o sindicato local - não a "contribuição" compulsória que somos obrigados a pagar, mas um dinheiro aí pra um sindicato que o Marcelo já me alertou noventa e oito vezes para que ficasse longe.

que gentinha ardilosa, não? já querem incluir agora para que a gente passe o olho e se acostume. aqui não, escória: fui até o campo em questão e, com meus conhecimentos do Microsoft Excel, ZEREI o valor que vou dar a essa ralé. com isso, meu ordenado subiu fabulosos vinte reais mensais - duzentos e quarenta no ano, mil e duzentos em meia década.

Vincent Gallo costuma dizer que a maconha e o socialismo foram os dois grandes males do século XX. eu concordo com veemência - afinal de contas, foi das duas, sem dúvida, que surgiu esse grande mal que são os sindicatos. Reagan neles!

quem precisa dormir?

(respondendo à pergunta: eu preciso)

três da manhã, nenhuma nuvem no céu. faz tanto calor que rolo na cama em busca de um sonho, um traço a mais de cansaço que me permita apagar, uma qualquer coisa para abstrair do mundo e cair no sono: nada. e será assim pelos próximos meses, pelo visto.

até que não me importo tanto. menos pelo fato em si e mais porque não tenho do que reclamar da minha vida. não preciso de nuvens, não preciso ser feliz de olhos apagados e na horizontal, não preciso de muitas coisas e posso me dar ao luxo de fazer downsizing na minha vida. sabe quando não se sente necessidade de complicar tanto? é tipo isso.

*

ouço nos fones o "Melody A.M.", do Röyksopp, um dos meus discos preferidos. deve ter sido gerado num clima subpolar, e não é suficiente para que minha temperatura baixe a vinte graus negativos. sem problemas: é uma excelente trilha para os momentos em que o cérebro é uma televisão fora do ar, como agora, onde escrevo de fluxo - se eu parar para retificar alguma coisa, adeus.

*

incrível como uma foto pode animar alguém, às vezes. incrível o quanto de tempo podemos perder ao olhá-la. em alguns casos, não é incrível, mas previsível.

lembrança de Aparecida

estive no Blogger e lembrei-me de você

Segunda-feira, Novembro 20, 2006

sobremesa

esse McFlurry com sabor a amoras é delicioso, hein? num mundo ideal, seria incorporado em definitivo ao cardápio do McDonald's brasileiro...

Domingo, Novembro 19, 2006

meteorologia

acompanhados dos hotéis, aí vão cinco lugares para ir agora. tipo agora mesmo, saindo em cinco minutos:

1. Portofino, obrigatoriamente ficando no Splendido;
2. Nova Iorque, para tirar a limpo o Waldorf Astoria e dar uma banana para a) aqueles que acham que o hotel está decadente; e b) os terroristas invejosos, que acham que não é a cidade mais fera do mundo.
3. Rio de Janeiro, pra ficar no Hotel Fasano (deixemos o Copa para o inverno);
4. Buenos Aires, hospedando-me no Sofitel local;
5. Madeira, obviamente pra ficar na Estalagem Ponta do Sol, meu hotel preferido de todos os tempos.

gafieira bad vibe

seu sonho de criança era ter um Santana 1985, daqueles primeiros que saíram? seus problemas acabaram: a Volkswagen, dentre uma série de coisas esquisitíssimas, ainda produz esse modelo na China - e com o nome de Santana mesmo. agora, se você prefere o Santana "atual", esse que saiu de linha em 2006... também tem! é o Santana 3000, cujo nome provavelmente indica que ele vai ficar em linha por mais 994 anos.

esse fenômeno só é comparável com o que a Volkswagen chinesa faz com a versão sedã do Golf, que é comercializada em três (!!!) gerações diferentes: uma delas, com o nome de Jetta, é a segunda versão do modelo, que saiu de linha em 1992. outra, batizada de Bora, é o mesmo Bora que temos no Brasil - a quarta geração - e que saiu de linha no primeiro mundo ano passado (mas segue sendo trazido para cá). e tem ainda a quinta e mais recente geração do carro, que lá recebe o nome de Sagitar (e por aqui é Jetta mesmo).

ainda é pouco sedã? bom, por lá ainda fazem o Polo Sedan, o atual Passat alemão... e o Passat de geração anterior. oito três-volumes, no total. um absurdo. ou, pra dizer melhor, um lixo.

ânfora

e lá estava eu, sentado como nos velhos tempos, no velho chão da velha sala, com o velho refrigerante em lata que bebo desde aquela época.

a novidade, meu amor, era você.

rivotril / dilaudid

acho que já disse isso também, mas não custa repetir: a versão do Postal Service para "Against all odds", do Phil Collins, é coisa de psicopata. de gente que toma remédio tarja preta 2º dan, para dizer o mínimo. os dois momentos mais graves, por assim dizer, são a parte sussurrada do começo e o "but to wait for you is all I can do" que divide a música exatamente ao meio.

nessa última, a psicopatia é reforçada pelo fato de que, em certos casos, os psicopatas esperam pelos momentos certos para fazer alguma coisa errada. meu deus, que medo...

deus odeia covardes II

já disse uma vez, neste blógue, que sou ateu mas acredito na frase "deus odeia covardes". tanto acredito que fui lá agora e fiz o que era minha obrigação fazer.

walken

deu tudo certo na prova da Telerj, fui muito bem. talvez não entre na primeira leva de convocados (que é apenas dez dias antes da segunda), mas não tem problema: já estou lá dentro.

e é bom que se diga desde já algo que todos os leitores já sabem - que a Telerj não é o limite. isso é só o começo. dito isso, uma constatação importante: ainda não comi nada hoje e só tomei água e chá dietético. onde vou almoçar?

*

saí do local da prova com um sorriso ininterrupto no rosto. volto a ser um homem livre, capaz de acordar às seis da manhã pra correr no parque, a controlar a dieta. mais do que isso, agora tenho três anos de estabilidade no emprego (só não tenho mais se não quiser), tá um dia lindo lá fora e eu vou atrás de outras coisas que quero, a partir de hoje mesmo.

*

it's juuuuust a little cruuuuush, not like I faint eeeeeevery time we tooooouch...

é, voltou de novo. adoro ouvir essa música quando estou alegre e o dia está ensolarado. daqui a pouco pego meu "Utopia parkway" e vou pra... Asa Sul, não pro Parkway.

Sábado, Novembro 18, 2006

em cima do sofá

Felipe diz:
caralho, uma imbecil acabou de me perguntar como deve ser o Natal em Israel...
eple diz:
aí você disse "tem ovo de chocolate e as crianças se vestem de vampiro e saem por aí malhando o judas"

paralisia cerebral, margens de ebitda insuficiente, relógios de 30 mil reais e você nos braços de outra pessoa

liguei pro meu tio essa semana, pra jogar conversa fora. ele tá eufórico com o mercado de ações: renda fixa já era. e olha que ele, até pouco tempo atrás, era o cara mais conservador do mundo quando o assunto eram as economias próprias dele.

hoje não. hoje ele lê balanços, puxa informações sobre fusões, aquisições, incorporações e outras movimentações societárias das empresas listadas em bolsa, essas coisas. e disse que ano que vem, quando eu conseguir reter uma grana do salário da Telerj, vai me ensinar umas coisas sobre investir nesse pedaço.

botei fé: para mim, que não herdei nada do meu avô materno e que não tive educação para seguir os negócios da família, é um belo jeito de, com sorte e informação, tornar-me sócio capitalista de alguma coisa. é meu atual objetivo de vida, especialmente por depender primordialmente de mim.

*

meu tio, acho que já disse aqui, é meu orientador profissional: sempre que tenho alguma dúvida sobre carreira, lá vou eu ligar pra ele. é bom que ele me tranqüiliza, e eu espero que ele não esteja exagerando quando acha que eu posso ir longe. tudo bem que isso depende de mim, não dele, mas é bom ouvir.

conversamos sobre macroeconomia, teorias de regulamentação, perspectivas de se ganhar alguma coisa comprando ações da Gol depois do vôo 1907, coisas assim. o mais importante, no entanto, foi ele pedindo para que eu não me afobe e para que esqueça essa história de "ter tanto dinheiro com tantos anos". para o meu tio, as oportunidades surgem só quando não se pensa desse jeito.

mas como eu, que morro de antevéspera, posso engolir isso? com paciência, com "Time has told me" no repeat. e com certas condutas que, embora não sejam do meu feitio, podem ser uma boa... vamos ver...

imersão

oi, tudo bem? só passei para dar uma breve atualização: já estudei onze das catorze matérias que caem na prova de amanhã. só faltam duas, uma eu vou chutar tudo. ou melhor, quase tudo: consegui reter algumas coisas da última aula.

vai dar tudo certo? vai. pelo menos quase tudo: preciso de 60% para ser efetivado na Telerj e, pelas minhas contas, se eu fizer 85% da prova, serei chamado para compor a primeira turma. das cento e dezesseis questões de um simuladinho que já resolvi, acertei cento e duas - o que perfaz um rendimento de 87,93% - ou seja, pode ser, pode não ser.

*

não lembro de cabeça de toda a série dos lantanídeos da tabela periódica, só até o gadolínio. pior de tudo, não lembro da dos actinídeos também.

meu deus, que vergonha.

hipismo

o dia todo estudando para a prova de amanhã, tentando saber de tecnicidades e detalhes jurídicos, gráficos econômicos e evoluções históricas.

sorte que é só uma vez.

useless generation

sinto vontade de parar de falar com algumas pessoas por aí. no íntimo, já me refiro a eles como "a escória". mas às vezes não é fácil deixar de falar com alguém.

atualização a meio de tarde: decidi tomar uma solução menos radical para lidar com essa gente. não cortei o papo oficialmente, mas na prática é como se fosse.

lantanídeo

dá pra falar do Leonard Cohen no Portal do Geólogo? claro que dá.

Sexta-feira, Novembro 17, 2006

o asilo

antes que ela me cobre da dívida, ela já estará paga. nesse final de semana pode sair o recibo. com o ICMS cobrado por dentro, é claro.

meu deus, eu não posso ser tão complicado assim. posso?

fosse o que não fosse...

"- ... e então atribuíram a frase a você."
"- mas eu nunca disse isso."
"- eu sei. mas não é o que entrou pra história."
"- como se muda a história?"
"- domine o mundo."
"- tá um pouco fora do alcance a curto prazo."
"- então aprenda a conviver com o que você não disse. depois que você morrer, é capaz que parem de te atribuir."

*

"- e aí, foi lá?"
"- não."
"- mas você não estava esperando isso faz tempo?"
"- tava, oras."
"- e agora?"
"- continuo esperando, só que já aconteceu."

161

mas eu ainda tenho alguns dias para me decidir melhor. e algumas questões de força maior a serem resolvidas até lá.

*

coloco um iceberg no f