Terça-feira, Outubro 31, 2006

ciclone

ontem foi o dia em que deu tempo de tudo. estudar, pedalar, recarregar a despensa, trabalhar, sonhar um pouco. cansa. projeto meu futuro desse jeito e os finais de semana como um oásis... onde vou terminar o trabalho que comecei durante a semana. obstinação em busca do primeiro milhão. mas talvez role uma crise existencial quando eu chegar a ele: o que fazer, dali pra frente?

*

sou um cara de sorte. em que pese algum desafino social irreversível, tenho uma vida legal pela frente. ganhar dinheiro, acumular conhecimento e milhas de todos os frequent flyers imagináveis, irritar pessoas em ternos mal cortados durante debates políticos, surpreender a mim mesmo algumas vezes, tomar mais uns vinte mil banhos quentes.

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esse blógue virou um amontoado de notas que eu tomo durante o dia, como se colasse post-its na minha testa e viesse dirigindo pra casa, com eles me atrapalhando a vista, para chegar aqui e publicar tudo. minha vida tem sido mesmo assim, uma grande colcha de retalhos na qual não sei como entrei nem quando vou terminá-la - só espero que fique aconchegante.

*

de repente comecei a ter a mesma velha impressão: ela não vai com a minha cara. talvez eu queira acreditar nisso para não ter que tomar alguma providência, para não me animar. para não ter vontade de sentir aqueles polegares que parecem chocolate língua-de-gato - finos no meio, grossos na base e na ponta - me segurando a nuca enquanto ela me beija. começar um texto com ponto final pode ser gramaticalmente correto, mas evita mágoas maiores do que repetir de ano.

*

minha cabeça parece um rádio fora de sintonia. em Marte? em Vênus? fora do espectro, fora do seu alcance, fora de órbita. fora de mim mesmo... apenas fora. eu pediria, com a voz embargada: leave me alone. mas acho que meu pedido foi atendido antes mesmo que eu o fizesse.

*

Jeremy Clarkson e um Lada Laika. quanta emoção, Brasil.

Segunda-feira, Outubro 30, 2006

Joanna

Joanna
I can't forget the one they call Joanna
We owned the summer, hand in hand Joanna
And now she's always just a tear away
Goodbye you, you long lost summer
Leaving me behind you
Revealing things for lovers that may find you
I still hang on to every word that day, you passed my way
Joanna
You made the man a child again, so sweetly
He breathed your smile
Lived in your eyes completely
And on his heart there's still a trace of you
I love you but nothing in this world could make you mine
Yet still in time
Joanna
Joanna, you may remember me and change your mind


isso é "Joanna", que, na versão do Scott Walker, é uma das músicas mais tristes da história. como se "Big Louise" já não fosse de se cortar os pulsos...

o iogurte

minha boa ação do ano já está feita: viciei o Rogério no trote da Telerj.

reciclando o passado

essa entrada abaixo foi escrita para meu blógue secreto, que durou de junho a agosto. se alguém quiser ler o conteúdo, mande-me uma mensagem com uma boa razão para querer lê-los. se eu gostar da mensagem, mando os textos.

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sete e quinze e o céu já está azul, como a muitos quilômetros daqui existe um mar da mesma cor e lá no radio-que-o-parta do horizonte os dois se confluem, beijando-se e dando as costas para o sol. daqui a poucos minutos eu acordo, excitado e com vontade de jogar um par de meias em alguém, enquanto resmungo a caminho do meu primeiro copo d'água do dia. fosse você um oceano, eu mergulharia em você e fundaria uma Atlântida qualquer no coração; fosse um rio, eu desviaria seu curso para me abraçar e deixar o meu jardim mais verde; fosse uma piscina, eu te trataria com carinho e cloro, flutuando na esperança de que um dia tivéssemos crianças para nadar.

mas você é um copo d'água, então tudo o que posso fazer é me manter hidratado e me encher de você, pouco a pouco, até que o seu sorriso abra as comportas e inunde o mundo onde vivo. esse mesmo que, apesar da escassez de recursos, ainda tem um solo bem fértil.


*

engraçado é que eu não sinto tanta vergonha do que escrevi nele, como sinto com todas as outras coisas que já transformei em palavras. tirando, é claro, por aquele "acidente" do cursinho e o que foi escrito sobre ele na época...

tilt

desde a tarde de ontem eu não entro em nenhum portal de notícias brasileiro (UOL, Terra, etc). não quero ver nada sobre eleições na minha frente, com um resultado infeliz como o registrado. não quero. quanto ao segundo mandato, vier Jahre vergehen schnell - ou pelo menos assim espero.

Domingo, Outubro 29, 2006

quatro anos outra vez

- vergonha nacional
- Brasil, país de merda
- vitória dos ignorantes, quem disse que as elites dominam o Brasil?
- errar uma vez é humano, errar duas vezes só podia ser brasileiro: gosta de apanhar
- eu votei 99, não reclamem comigo!
- vai, Brasil! deixa a quadrilha do barbudo levar tudo!
- Brasil, país de povo burro!
- é Lula de novo com a culpa do povo!
- Brasil: República da cesta básica
- o lugar do Lula é na cadeia, não na Presidência


essas dez frases foram extraídas do MSN de alguns amigos, frente ao futuro político que se desfralda para os próximos quatro anos do país. acho que não preciso complementar nada...

go-go

o primeiro dígito do meu peso, quem diria, voltou a ser 7.

I am born again.

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agora o esforço é perder mais sete e ganhar músculos suficientes para disputar com Craudio, Guedes e Pipe o terceiro lugar no ranking dos mais bombados - que poderia ter o Marcelo também, mas sempre aparece uma carne-de-sol no caminho dele, já repararam? o primeiro lugar eterno é do Baiano, que tomou meio envelope de proteína de aveia dez anos atrás e está musculoso até hoje; a segunda posição, quase tão eterna quanto a primeira, é do Victor.

outra coisa importante é endireitar a coluna, já que eu sou um falso gordo por causa da minha péssima postura. ortopedista, colete, RPG: o que for preciso eu tô fazendo. ah, se eu soubesse que minha mochila da quinta série teria conseqüências até hoje...

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depois de aparecer ontem com um McNífico Bacon, Lelo apareceu hoje com duas marmitex caprichadas de carne-de-sol com feijão branco, arroz, macaxeira e paçoca de carne, sendo que ele já havia comido.

acho que ele tá pedindo pra ser espancado.

infernal

(...) A última oferta é este CLS 63, um carro que perpetua o legado da AMG em parecer, soar e acelerar como se fosse projetado pelo satã como presente de aniversário para Donald Rumsfeld (...)

adoro quando o Top Gear coloca esse tipo de metáfora na análise dos carros...

Sábado, Outubro 28, 2006

maravilha sueca



Cardigans, "Hanging around", 1998 (e não 1999, como aparece no final). não lembrava que o "Gran turismo" tinha uma terceira música boa - na verdade, ouvindo agora, ela é até melhor que "Erase / rewind"...

agagaga

você sabe que está velho quando começa a prestar atenção em anúncios de armários planejados.

negação

bem no dia em que comecei com a dieta de South Beach aparece uma situação desesperadora: o Lelo pediu comida no McDonald's e eles entregaram não um, mas dois McNífico Bacon para ele.

como ele tem o estômago de moça, disse-me que não agüentaria dois e ofereceu-me um. com força de vontade, rejeitei de plano e guardei-o no forno, avisando ele de que ali estaria - se ele jogasse fora, iria se ver comigo. e resisti bravamente. enquanto isso, ele não conseguiu nem comer o outro McNífico inteiro...

sinfônica de Londres

e a propósito de ser bon vivant, uma das coisas que eu tenho que me resignar e entender é que nunca vou ser como o Bryan Ferry. infelizmente.

filarmônica de Berlim

foi aniversário do meu tio Valmir, meu conselheiro para vida profissional, no domingo passado. não consegui localizá-lo por telefone, então escrevi um mail dando-lhe os parabéns. no outro dia consegui uns dedos de prosa. dei os parabéns de novo e começamos a conversar sobre a vida.

uma das coisas sobre as quais a gente sempre conversa é sobre meu pai, irmão dele. por dois motivos: primeiro, porque meu pai se cuida muito mal (colesterol alto, 17 anos sem tirar férias e outros fatores esparsos). segundo, porque meu tio é um bom interlocutor quando tenho impasses com meu pai.

é verdade que, num mundo perfeito, eu não precisaria de interlocutores com meu pai. mas já diminuí bastante a necessidade de ter alguém intermediando as coisas e, eventualmente, dou umas peitadas no meu pai - não com o sentido de chamar para a briga, mas no de manter minhas opiniões quando acho que estou certo. é algo com o que o Marcelo me ajudou muito, também.

mas bem, falamos da vida profissional. disse a ele dos meus planos na Telerj, voltei a dizer que não quero ser classe média para sempre, que meu objetivo era ser o Daniel Dantas - coisa que também vivo repetindo pra ele. e dessa vez ele disse que achava que eu poderia ser um bom Mário Garnero, mas não o Dantas, por umas diferenças de perfil.

gostei de ouvir isso, mas quem me dera ser o dono da Brasilinvest. de toda forma, aquilo mudou a minha idéia de vida mesmo, já que dificilmente tenho tantas indisposições públicas quanto o mestre do Opportunity - que foi objeto de um estudo de caso na aula de ontem à noite na Telerj - e que, a exemplo dos filhos do senhor Garnero (e do próprio), gostaria de exercitar meu lado bon vivant. é fácil? claro que não. mas, caso eu não consiga, não será por falta de esforço...

contos do capitalismo

a aquisição da Inco pela Companhia Vale do Rio Doce, essa semana, foi uma das mais belas histórias do protocapitalismo brasileiro, além de ser a maior de todas. estou lendo tudo que me cai na mão sobre ela. espero, de coração, que outras negociações superem essa tanto em volume quanto em histórias. mas dessa eu vou me lembrar para sempre.

joguem-me pedras, por favor

publiquei hoje um editorial no Portal do Geólogo, defendendo apaixonadamente as privatizações. vão lá e me joguem pedras, s'il vous plait.

a praia do sul

graças aos meus nutricionistas, dr. Ruiz e dr. Kurth, estou entrando hoje na famigerada dieta de South Beach. não sei onde fica South Beach (Flórida?) nem quem foi a primeira cobaia dela, mas o que interessa é que, depois que o dr. Ruiz e seu irmão, o dr. Dead Feet, experimentaram a tal com resultados assaz positivos, falei "hora de ser cordeiro!", fui ao supermercado e abasteci minha dispensa com southbichices do tipo leite desnatado, achocolatado de baixos carboidratos, algumas verduras, queijo e carne. serão duas semanas onde a Isaura aqui vai encarar um outro tronco que não o da Telerj - ambos terão de viver em concomitância. paciência, ninguém mandou ter esse metabolismo podre que eu tenho...

Telerj, semana um

como os menos de seis leitores deste blógue sabem, essa semana eu comecei o curso de formação para trabalhar na Telerj (na verdade não é a Telerj: mas não vou falar o nome do órgão aqui, embora todos já saibam, porque vai que um dia um dos meus colegas dá Google em "curso de formação do órgão-tal" e me descobrem e começam a... ahn, ser competitivos). e eu não sei bem como começar a falar dessa semana de aulas, já que as impressões na minha cabeça se alternam: tem horas em que parece que eu vi muita coisa, tem horas em que parece que eu não vi nada.

aos fatos: serão quatro semanas de curso, eu achei que fossem três. mas não tem problema. uma média de oito horas de aula por dia, embora na quinta-feira tenham sido dez, intercaladas por pausas de 30 a 120 minutos e, no meio de cada aula, coffee breaks de quinze minutos. mesmo assim, os diferentes períodos de aula fizeram com que eu ainda não desenvolvesse uma rotina.

não vou precisar estudar muito para passar na prova porque a maioria das vagas da minha área é aqui em Brasília - terei, quando muito, de evitar ir para o Acre, embora uma vez estando lá, para voltar é só conseguir um atestado médico alegando depressão e minha urgente remoção, Acre is a lie, etc.

minha sala, impressionantemente, tem várias meninas bonitas. já sei o nome de todas elas, mas isso não me servirá de nada, uma vez que eu não mexo com mulher (nem com homem, antes que alguém levante essa dúvida). já até consegui a comodidade de uma paixão platônica que nunca vai se efetivar mas, por outro lado, não vai me trazer grandes dores - quando muito, uma pontada ao contrário. pontada é aquilo que as pessoas que respiram mal sentem quando se esforçam demais; por esse raciocínio, uma pontada invertida é aquilo que as pessoas que respiram bem sentem quando não se esforçam nada. uma dessas no meu coração eu agüento fácil, claro.

sobre as aulas: são bem repetitivas, de modo a firmar o conteúdo na sua cabeça. boa parte das coisas eu já conhecia por alto por conta de um vício adquirido quando eu morava na longínqua localidade de Deprelândia, interior de São Paulo. como não tinha nada pra fazer, eu lia o jornal inteirinho e tudo que é página de notícia na internet. isso, associado a uma assinatura da "Info Exame" e a um tio que é engenheiro eletrônico, fez com que eu acompanhasse boa parte do objeto de estudo do curso da Telerj, cujos highlights ocorreram quando eu estava terminando o colegial e começando a faculdade.

tudo isso pra chegar na conclusão de que não é nada de mais... sei lá...

banana republic

arrumar uma paixão platônica não tem sido um problema na minha vida.

Der Tag wenn das schönste Mädchen der Klasse hat sich vor mir gesetzt

tem horas em que parece que dá pra consertar a própria vida. eu volto para casa pensando nisso, e, quando aqui chego, descubro que não dá.

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minha relação com carros é estranha. não gosto de trânsito, então deixaria o carro em casa e iria trabalhar de metrô, se houvesse. mas, quando as ruas estão vazias, tipo agora há pouco, é uma delícia dirigir. não precisa nem ter um carro topo de gama, o meu já basta.

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decidi repetir a pagação de gatinho hoje e fui lá todo arrumado, todo impecável. e à noite achei, por alguns momentos, que alguma coisa tivesse acontecido. quis provocar, mas falei muito baixo e deve ter passado despercebido. perdi o foco na aula em vários momentos, acompanhando outras coisas mais interessantes.

eu vejo coisas demais. penso coisas demais. vivo coisas que não existem, escrevo sobre outras que não conheço. chega. bem, era pra ter umas linhas falando sobre o que não aconteceu, mas é melhor ficar quieto - dá menos problemas.

Sexta-feira, Outubro 27, 2006

Ricky Martiiiiiiiin

este blógue parabeniza nosso estimado Marcelo Freitas, que colhe hoje a vigésima sexta couve na horta de sua vida. feliz parabéns, Marcelo. muita grana e muito caldo verde pra você.

produção de dividendos

nove horas e meia de sono aparentemente foram insuficientes para compensar todo o sono atrasado durante essa semana. isso é meio louco. como ontem foi meio louco ter tanta aula ontem - dez horas.

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decidi fazer um exercício de produção de dividendos ontem: paguei de gatinho geral e fui vestido para matar. black on black, com o cabelo de outro jeito (não, não o deixei arrepiado) e aquela cara de "já vi de tudo, já sei de tudo, vamos ao que interessa".

pareceu funcionar no começo. mas foi rápido demais para dizer se funcionou mesmo - então provavelmente não aconteceu nada. depois, menos ainda. foi estranho... vamos ver hoje...

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vários amigos foram para o Rio de Janeiro assistir ao festival da TIM. eu queria estar no Rio de Janeiro também, mas não pra ouvir essas porcarias que vão tocar lá - dentre as atrações do pop, o único que me interessa, ma non troppo, é o Devendrão. o resto não rola, né? Beastie Boys? tenha santa paciência, detesto rap. alguém já chamou o rap de "miséria intelectual", eu assino embaixo. no dia em que algum rapper for poeta, saio vestido de Bocage e faço uma carnificina por aí.

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acho que nunca ansiei tanto por um final de semana.

Quinta-feira, Outubro 26, 2006

does it look familiar to you?

depois daquele texto primoroso onde explicam, com fulcro na sociologia e em outros fatores quem compra um Citroën C6, o Top Gear voltou a fazer um texto magnânimo - curiosamente, sobre um carro com o mesmo número, o BMW M6 descapotável. deveria ser um exemplo, para a Quatro Rodas, de como escrever sobre carros. seis estrelas para os dois.

Malibu

minha segunda opção pode estar garantida, mas eu quero a primeira. sempre. e vou atrás dela.

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as coisas pareciam um pouco mais longe hoje, embora fisicamente nunca estivessem tão perto. mas esse é apenas um aspecto dentre muitos, ou melhor, dentre todos. e certas distâncias não podem ser transpostas.

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ontem foi aniversário da Gabi (feliz parabéns a ela, once again) e fomos celebrá-lo na Quitinete, um restaurante supertrendy ali na Asa Sul. nota nove para a decoração, nove e meio para a oferta de bebidas... e quatro para a omeleta de bacon, cheddar, cebola roxa e whatever que comi. espero ter mais sorte com os mexidões orientais feitos no wok, quando voltar lá. mas como assim dezoito reais por um dry martini?

tecnocracia

desfalque importante no país: Bulhões Pedreira, advogado responsável pela lei das sociedades por ações, morreu ontem, aos 81 anos. ele era peixe do mestre Roberto Campos, e um dos que advogavam o pensamento liberal no país. meus pesares à família.

na Telerj

amanhã são dez horas de aula: duas pela manhã, quatro à tarde e quatro à noite. entro às oito, saio às vinte e duas e trinta. caso eu não resista, favor colocarem uma placa de metal por sobre minha urna crematória onde se leia "causa mortis: Telerj".

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estou com essa mania de dizer que o curso é a Telerj. não é. se fosse, eu ficaria vagabundando no serviço o dia todo, mas ao invés disso vou trabalhar e alavancar o progresso das telecomunicações no meu país.

ui.

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eu não a conheço, mas eu penso nela. mas não passo disso, porque no momento a única coisa que me interessa é a busca por um Ebitda maior. que pena para nós dois, meu amor.

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não há como ter personalidade e pedir um sanduíche que leve queijo branco ao mesmo tempo: uma coisa necessariamente exclui a outra. o mesmo vale para o número 3 do McDonald's brasileiro, o McChicken (que na Inglaterra, sabe-se lá porquê, é o 2). às vezes parece que a máxima "diga-me o que comes e dir-lhe-ei quem és" funciona mas, se fosse mesmo verdade, eu teria sido um lixo pela maior parte da minha vida, fácil fácil...

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acabei de ver, pela primeira vez na vida, uma foto do Mark Linkous, do Sparklehorse. tem cara de peão de estância, o que me surpreendeu: esperava um daqueles branquelos, magrelos, raquíticos. numa segunda olhada ele até parece uma versão angolana do Johnny Depp, aquele xarope de que todo mundo gosta, menos eu.

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desde que falei dela pela última vez, três parágrafos atrás, ela passou por mim - duas vezes, ainda por cima. não deixou muitas pistas sobre quem realmente é, além daquelas que já tenho e que me permitem concluir que não posso tirar conclusões por enquanto. nem alimentar coisas que não sejam a busca por um Ebitda maior no fim do ano, o que implica em um bônus maior, férias maiores. quem sabe até conhecer a roda de Falkirkque eu tanto tenho vontade de ver ao vivo.

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só vou falar da Telerj no final de semana. enquanto isso, terão de engolir parvoíces - e sem reclamar.

Quarta-feira, Outubro 25, 2006

íslenska

assinei, uns dias atrás, um abaixo-assinado contra a liberação da caça às baleias na costa da Islândia. surpreendentemente, hoje eu recebi uma resposta-padrão do embaixador islandês em Washington, procurando explicar a política baleeira do país, etc e tal.

fiquei comovido, mesmo sendo uma resposta standard e que foi enviada para dúzias de outras pessoas. é a segunda vez que um islandês, um representante desse povo superior (não pela genética ou por raça, mas pelo comportamento civilizado e irrepreensível, quando não estão bêbados) me manda um mail. pena que a primeira islandesa com quem me correspondi, uma nnnnngata, não parecia muito interessada em intercâmbio de fluidos com o brasileiro aqui...

herança sueca

toda vez que o imbecil do Tarso Genro criticar a oposição por algo que ela faça ou acredite, e disser que eles não estão sendo "republicanos", eu vou mandar, internamente, ele para aquele lugar. por um motivo simples: eu sou sueco e conservador, portanto sou monarquista.

aspirina

não é nada, não é nada, não é nada... mas passa.

Terça-feira, Outubro 24, 2006

flickering

meu carro está com um problema nas borrachas que vedam a porta dianteira direita: alguma delas não está cumprindo seu papel como devia, e assim sente-se o vento no habitáculo do veículo quando estou em movimento com ele.

minha vida é como o habitáculo do carro: eu me tranco nela quando quero acelerar rumo ao futuro e deixar para trás as pessoas que fizeram parte do meu passado e que não estão nos planos para o futuro.

mas há frestas, por onde é como se ela passasse.

Segunda-feira, Outubro 23, 2006

é aqui mesmo

disposto a ouvir boa música? então aponte seu navegador para a página da Nancy no MySpace: o septeto brasiliense é garantia de qualidade chegando aos seus ouvidos.

clube da insônia

alguns anos atrás houve uma entidade chamada Clube da Insônia. ainda há: fica em Deprelândia e é tocada por alguns amigos meus que, vítimas da insônia, reúnem-se em algum lugar para beber refrigerante, fumar, falar sobre a vida e, eventualmente, jogar snooker. sem conseguir dormir às vésperas do começo do curso de formação e sem ter como assistir ao "Madrugada Vanguarda", o clube da insônia brasiliense somos eu e meu blógue.

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this is Brasília: estou indo almoçar no restaurante mexicano e vejo um Gol branco com placa conhecida logo à minha frente. acelero. o Gol acelera mais. diminuo uma marcha e piso fundo, o Gol faz o mesmo. diminuo dois, ataco as curvas, o sinal se fecha lá na frente - bem na hora em que o alcançaria. berro: "VOCÊ CORRE, HEIN?"

o carona olha para trás e me reconhece. era o casal Rollo e Camila, ela no volante. trocamos uma idéia pelo tempo de um semáforo rubro. ele me pergunta, provavelmente por desencargo de consciência, se tenho desodorante no carro - o vacilão saíra de casa sem aplicar o próprio. jogo meu Rexona Teens no carro dele, numa cena absolutamente bizarra. sinal verde, é hora de cada um tomar seu rumo.

*

a 116 sul é uma bela quadra, descobri hoje ao entrar nela e fazer uma rápida digressão por entre seus blocos. nada que eu já não imaginasse, é verdade, mas certas coisas ficam ainda mais belas quando observadas de mais perto. pouco depois, senti que a região da 214 sul seria um bom lugar para criar minhas filhas, caso um dia eu as fosse ter. fica para a próxima encarnação. quanto à parte imobiliária da coisa, é para se pensar, é para se pensar...

meu bloco preferido lá foi o "B", de apartamentos duplex. eis aqui um apartamento à venda nele. e olha como as coisas se encaixam: o nome do edifício é Cap Ferrat, aquele balneário no sudoeste da França onde a alta sociedade bate ponto e que foi até tema de uma entrada neste blógue, no começo do mês.

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eu fiz alguém comprar o "The great escape", do Blur, e fiz outro alguém comprar a primeira edição da "piauí". ambos gostaram das dicas. vou para o céu: fiz algo de bom na vida.

*

então o "Avalon", do Roxy Music, um raro caso de sinergia positiva entre crítica e público, voltou a ser meu disco de cabeceira. é uma lição de como se manter a classe por pior que as coisas estejam, um impulso passional contra alguma menina com o coração de pedra, um libelo contra o desânimo... é qualquer coisa assim.

Domingo, Outubro 22, 2006

solta o frango

bom, seguinte: nessa segunda, depois de amanhã, eu começo no curso de formação do órgão onde vou trabalhar a partir do ano que vem (quem quiser saber o lugar, me pergunte por email que eu respondo). como todo mundo que me conhece um pouco mais de perto sabe, esse emprego, para mim, é um emprego.

um bom emprego, na verdade. vou ganhar mais do que a maioria dos meus amigos de mesma idade por aí, mas menos do que eu gostaria de ganhar, haha. claro. não à toa, não planejo passar minha vida toda por lá, mas aprender o máximo possível e sair quando tiver a oportunidade de virar milionário - meu objetivo de vida não é ser cult, e sim ser o novo Daniel Dantas, aquele um do Opportunity.

por outro lado, para o meu pai é a realização de um sonho: como disse aqui no dia em que fui aprovado, o sonho dele era de que eu fosse funcionário público, para ter a estabilidade que o ridículo município de Aparecida é incapaz de prover a todos aqueles que trabalham na iniciativa privada, por exemplo. talvez por esse trauma, meu pai hoje faça tanto gosto do que consegui - ele até conta vantagem pros amigos, vejam só. mas não censuro ele: só acho que ele faz muito alarde por muito pouca coisa.

ao que interessa, então: o curso será ministrado durante três semanas, em período integral. de imediato, isso significa que haverá menos entradas neste blógue durante o período, mas é claro que isso aqui não será dado como encerrado - para usar o velho chavão do Bukowski, que aliás eu nunca li, escrever me mantém protegido da loucura, dentre outras coisas.

sendo assim, não se impressionem com a queda de periodicidade e de qualidade que isso aqui terá: é por uma boa causa, a minha, hahahahahahaha. terei de conciliar o curso, o trabalho no Portal do Geólogo e na Popload, um curso de Planejamento Estratégico Político no qual eu me inscrevi, o blógue e, pior de tudo, eu mesmo (a vida pessoal - essa é a pior parte).

parece que minha vida está mudando, e que o período 2005/06 foi uma fase de transição do que aconteceu entre a segunda fase da minha vida (1999-2004) e a terceira, que começa em 2007. já disse isso, mas este ano que ainda não se findou é o melhor que já vivi: um pouco pelo que ele é, mas muito mais pelo que ele me proporcionou para o futuro. no jargão do economês, é como se a fase estruturativa, na qual amargou-se anos de recessão, começasse a produzir frutos e que estes, se ainda não dos níveis que se deseja colher, têm a função de dizer que as coisas estão indo bem - e que vão melhorar mais ainda, por supuesto.

então é isso. o curso acaba dia 17 de novembro, e terei uma prova pouco depois, em data ainda não estipulada. a partir de segunda e até dia 17 este blógue, atualmente no final de sua quarta temporada, passa a funcionar em modo standby. férias mesmo, antes do início da quinta temporada, só por volta do dia 10 de dezembro, quando encaro uma viagem para Deprelândia para resolver minha vida.

last but not least, este "solta o frango" é dedicado ao Fabiano, o noivo do ano.

para os ouvidos

sugestãozinha de cd ou playlist para tocadores de mp3:

1. Smiths - "Work is a four-letter word"
2. REM - "So. Central rain"
3. Josh Rouse - "Marvin Gaye"
4. U2 - "Dancing barefoot"
5. Smashing Pumpkins - "A girl named Sandoz"
6. Blur - "Fade away"
7. Primal Scream - "Star"
8. Hole - "Malibu"
9. Afghan Whigs - "What jail is like"
10. Slowdive - "Alison"
11. Pixies - "Alec Eiffel"
12. Depeche Mode - "A question of time"
13. Super Furry Animals - "Play it cool"
14. Cardigans - "Fine"
15. Wilco - "Candy floss"

rende 54 minutos de pura diversão.

headache

cortei meus cabelos nesse sábado. o resultado não é dos mais animadores. mas, em termos capilares, sempre há como piorar.

Sábado, Outubro 21, 2006

encrenca?

ontem eu acordei com necessidade de ter um Jaguar XK, desse modelo novo. não era vontade, era necessidade mesmo. para ter um veículo onde meu ego coubesse e, para além, pudesse ir ali no Lago Sul a 250 km/h, ainda que não haja nada por lá que justifique viajar a essa velocidade. azul, com bancos de couro em tom próximo ao cor de gelo, rodas de 18 polegadas, essas coisas.

mas se rolasse um Fiat Linea, o belíssimo substituto do Marea para o Brasil, com motor 2.4 e câmbio automático seqüencial eu já estava satisfeito.

*

passei quatro horas da minha vida, ininterruptas, dirigindo em tráfego intenso. o motivo? carreata política. fui mais por ter assumido o compromisso mesmo, e foi do paraíso (Eixo Monumental) até o inferno (centro de Ceilândia). isso porque estava num desânimo que só quanto a tudo: chances do candidato, propostas, minha vida. mas ficar em casa não iria resolver nada - quando muito, rolaria uma sessão de ergométrica. mas é bom ver outras pessoas, outras formas de vida, outros núcleos de caos, outras possibilidades móveis.

*

alguma coisa me indica o encontro com algo novo quando estiver na Grécia, daqui a dois ou três anos. só espero que não seja com uma nova encrenca.

Rolling Stone

então ontem eu deixei de comprar a Elle portuguesa e trouxe para casa a primeira edição da Rolling Stone brasileira, que já nasce clássica - mas por motivos errados.

é uma das piores revistas que já li. e não podia deixar de ser: o editor dela é o mesmo cara que editava a Revista da 89, uma publicação dirigida a mentecaptos - e, conforme se depreendia de uma análise de seu conteúdo, feita por alguns deles. tem ainda na redação um outro cara que foi de lá. fora isso, chamam gente sem importância e sem domínio de temas para escrever - o que é aquele texto falando mal dos congressistas eleitos no último dia 1º? - escrevem sobre o nada, tentam passar um pouco de sentimentalismo como nos relatos dos bastidores da sessão de fotos da Gisele Bündchen na capa, etc.

ainda tem outras coisas: o texto do Marcelo Rubens Paiva sobre a Mariana Ximenes é igual ao que ele fez sobre a Luciana Vendramini para a "Playboy", três anos atrás; a amiga da Lucia que deu cinco estrelas pro disco do Racounters provavelmente tem problemas em casa (ninguém em sã consciência faria uma coisa dessas); a revista não tem um mínimo de ousadia e, pior, nasce acomodada ao "passado glorioso" da matriz dos EUA. uma prova disso é o editorial, onde o mané editor diz logo uma daquelas coisas de perder a fé na humanidade: diz que a revista vai ser "sempre assim" como é no primeiro exemplar.

perceberam? eles não vão mudar. eles são os maiorais, eles já nasceram perfeitos e pronto. erros como os de pontuação e de informação na entrevista com o Peter Hook, do New Order, não serão mudados, afinal de contas a revista é assim mesmo.

falta um bom pedaço dela para ser lido, mas de saída eu já estou desanimado. e vou terminar a leitura da piauí antes de voltar à RS - dá até tristeza comparar as duas revistas, tão flagrante é a superioridade dessa cujo nome se escreve em minúsculas...

Sexta-feira, Outubro 20, 2006

lucidez

"Só leva desaforo para casa quem quer"

Barbara Gancia

No prefácio da edição brasileira do meu livro de cabeceira, o "Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano", uma das mais brilhantes mentes tapuias, o economista, diplomata, senador e ministro Roberto Campos (1917-2001), diz que "a errônea identificação de inimigos consiste em atribuir-se a pobreza endêmica e os absurdos desníveis de renda na América Latina ao capitalismo e ao liberalismo, animais quase inexistentes em nossa paisagem e que apenas agora ensaiam uma tímida presença. Os reais inimigos são outros: o mercantilismo patrimonialista, o estatismo e o nacionalismo. Eles é que explicam os monopólios estatais dispendiosos e ineficientes; a inflação crônica, o empobrecimento e a extorsão imposta a poupadores e a usuários, vítimas de altas tarifas, impostos complexos e confiscos periódicos".

O livro, escrito pelo filho de Mario Vargas Llosa, Alvaro, em parceria com o colombiano Plinio Apuleyo Mendoza e o cubano Carlos Alberto Montaner, foi publicado em 1996.

Mas, cá estamos nós, em pleno ano domini de 2006, vendo os dois candidatos à Presidência voltar a discutir privatizações, processo que se mostrou bem-sucedido em todos os países em que foi aplicado, inclusive no Brasil. E o pior é que quem está levando vantagem no bate-boca é o candidato que as condena.

Alô, presidente Lula! Se as privatizações do governo Fernando Henrique foram assim tão maléficas, porque o senhor não reestatizou tudo ou, ao menos, colocou o mérito da questão em pauta antes da campanha eleitoral? Falou mais alto o apoio dos banqueiros do que a cartilha do Foro de São Paulo, organização que o senhor ajudou a fundar com Fidel Castro, em 1990, e que tem como objetivo fortalecer e exportar a Revolução Cubana ao resto do continente?

Discutir as privatizações de FHC a essa altura não passa de canalhice eleitoral. Mas, em vez de reagir à velhacaria contida na propaganda eleitoral de Lula, o candidato da oposição cai na armadilha feito pato. Não só se furta de defender o que é amplamente defensável como ainda dá uma de madalena arrependida, indo a público declarar que não irá privatizar mais nada caso seja eleito. Com essa atitude, o pesedebista repete a debilidade demonstrada no episódio do seqüestro da filha de Silvio Santos, em que atendeu prontamente à exigência do seqüestrador, indo ter com o bandido.

Como se isso não bastasse, Alckmin ainda abaixa a cabeça ante as acusações injuriosas do ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, que afirmou nesta semana que o candidato do PSDB está mais para Opus Dei do que para republicano e que tem "um lado" Pinochet.

Alô, Geraldo Alckmin! Até eu, que sou mais bobinha do que a média, soube reagir à altura ao ser acusada pela administração Marta Suplicy, no Painel do Leitor da Folha, de usar "o estilo e a linha política de Jean-Marie Le Pen". Expus os objetivos daqueles que me acusavam pelo que eram, sem deixar pedra sobre pedra.
No ataque, o PT é capaz de qualquer golpe baixo. Até de sugerir que um dossiê fajuto impregnado de digitais de dedos petistas foi um plano urdido pela oposição. Mas só leva desaforo para casa quem quer. Ou quem não está à altura do revide.

mambo italiano

uns anos atrás eu estava comprando uma promoção 3-em-1 do Bruce Springsteen no Submarino, por vinte reais, e havia lá 3-em-1 de vários outros artistas pelo mesmo preço. meu pai estava por perto, então perguntei a ele se não havia algum que lhe interessava. depois de conferir todos, ele falou pra que pegasse o 3-em-1 do Andy Williams.

na hora confundi ele com o John Williams, aquele compositor de trilhas sonoras, e me perguntei se papai gostava dessas coisas grandiloqüentes de trilhas instrumentais de cinema - era ruim demais para ser verdade. mas não contrariei e peguei os cds, afinal de contas a conta não viria para mim.

mas aí rolou aquela propaganda do celular D820, da Samsung, com uma versão de "Music to watch girls by" que eu não conhecia - e era justo a mais famosa, cantada pelo tal do Andy Williams. então baixei uma coletânea de coisas nesse estilo que leva o nome dessa faixa. bem interessante. esse tipo de música jamais deveria ter saído de moda, não? teríamos evitado tanta coisa ruim no caminho... Mariah Carey, James Blunt, Michael Jackson fase branquelo, todo o rap... agora você pega uma edição da "Billboard", vê o top 40 e pensa "meu deus, onde foi que a humanidade começou a dar errado?"

bom, na verdade isso aqui era só pra dizer o quanto "Music to watch girls by", com o Andy Williams, é viciante.

Quinta-feira, Outubro 19, 2006

Trinny e Susannah

eu já sabia, de longa data, que calças com pregas têm efeito engordativo. só não sabia que era tanto assim.

razões para ficar em casa

a Carol me convidou hoje para uma passeata que vai rolar na sexta-feira, saindo da catedral de Brasília às 16h. o tema é "Mulheres unidas por um Brasil decente; Alckmin Presidente".

recusei de pronto: eu lá tenho ovários, por acaso?

(mas seria maneiro que as brasilienses que lêem esse blógue, como a Paula e a Gabi, participassem)

bastante

basta que o período escolar no hemisfério norte retorne para que o Pedro desapareça do MSN, do blógue, de qualquer forma de contacto. com tanto afinco, ainda vamos ouvir falar muito de suas teorias sociológicas...

porcelana

a explicação para o valor é antológica...

Banheiro público é vendido por US$ 46,5 mil

Um banheiro público localizado no sudoeste da Inglaterra foi vendido por US$ 46,5 mil devido à sua vista para a costa do país, considerada "magnífica".

O banheiro está situado em um local declarado patrimônio da natureza. A compra foi feita por um investidor anônimo durante um leilão realizado em Londres.

O toalete feito de granito fica localizado em uma área rural ao lado de um estacionamento, em 809 metros quadrados de terra.

No oeste britânico, banheiros públicos em locais em desenvolvimento estão tendo uma procura crescente, pois têm os preços mais caros nas suas propriedades.

o samba do alemão

passando pela "Rodovia Transmaconheira" (L4 Norte), vi umas faixas anunciando a edição 2006 da Casa Cor Brasília, que eu juro que tinha sido no primeiro semestre.

que bom que não foi, vou poder visitar essa. vinte reais de ingresso? sem problema. se eles sorteassem os ambientes expostos, eu pagava até cem. já imaginou eu com uma lareira como as que têm lá? já imaginou eu com uma lareira em Brasília? seria caso pra internação compulsória numa casa que cuide de débeis mentais.

voltando à Casa Cor, eu acho que seria um belo lugar para que eu e o Craudio levássemos o Ubianou. não sei porquê, mas acho que seria maneiro. e vai ser bom também para que eu tenha algumas idéias de como vou decorar meu novo apartamento, ano que vem - embora, nesse caso, eu vá sofrer a influência de algumas mulheres ao meu redor, a começar pela minha mãe. apesar de a palavra final caber a mim, é uma forma de compensar pelo fato de que ela não decide mais as roupas que vou usar, haha.

up in flames

"vai chegar um envelope aí pra você, leva pra protocolar no TST até amanhã, por favor."

opa, claro. e assim a minha renda aumenta aos pouquinhos...

*

duas horas de ergométrica por dia matam qualquer brasileiro. semana que vem, por conta do início do curso de formação, vai ser só uma hora por dia. "só". mas sem reclamações - afinal de contas, é por uma boa causa, a minha.

e nem foi tão ruim assim hoje cedo: pedalei enquanto assistia ao jogo do Marat Safin contra um belga perneta. descobri que o tênis é o segundo esporte que mais gosto de assistir na tevê: ganha da Fórmula 1 e só perde para o futebol quando meu Santos está ganhando.

quando perde, como é o caso das últimas rodadas, eu fico uns cinco dias sem ver nenhum programa esportivo.

*

Ricardo e Ruan também estão malhando forte, pra que todos cheguemos no fim do ano, em Deprelândia, fortes e definidos. faz parte do plano de dominação mundial que estamos implementando no subterrâneo.

*

quem acede ao rollingstone.com.br cai em algo regist(r)ado por um oportunista, que redireciona a uma página de comparação de preços dos discos do Rolling Stones. fosse eu o advogado da nova revista brasileira, cairia de anel em cima do paiaço oportunista.

*

com licença, deu quatro horas e isso significa que eu tenho direito ao consumo de 1 (uma) maçã. vou ali desfrutar desse raro prazer.

homem do dia



Sérgio Werlang, ex-diretor do Banco Central, atualmente na diretoria do Banco Itaú. ele foi o convidado do "Conta Corrente", ontem à noite, na Globo News. ao final de cada programa, o convidado é intimado pelo apresentador a dizer "um tema e uma palavra". com uma objetividade que falta a seus pares no governo, o senhor Werlang mandou: "corte de gastos estatais, privatização".

quero ser como ele quando eu crescer.

150

a Gabriela merece um beijo na testa por causa disso que ela escreveu.

um não: quatro.

Quarta-feira, Outubro 18, 2006

unidade

Homem encontra US$ 19 mil em hambúrguer do McDonald's

Um homem foi surpreendido ao achar 15 mil euros (cerca de US$ 19 mil) dentro de um lanche do McDonald's, em Waterloo, na Bélgica.

Marco Parra-Martinez, 27 anos, encontrou um envelope com o dinheiro dentro da embalagem de seu hambúrguer.

"Eu hesitei por um momento, me perguntando se devia ficar com o dinheiro. Mas meus pais me ensinaram a ser honesto o tempo todo", disse. Martinez decidiu voltar ao restaurante e devolver o envelope.

Um porta-voz do McDonald's disse que os US$ 19 mil eram os lucros da lanchonete e foram colocados acidentalmente dentro da refeição de Martinez. Eles prometeram uma indenização a ele por sua honestidade.

curto e grosso

if I had
if I had more
more would be laid at your feet


Sparklehorse, "Happy man", 1999.

amor, ódio, crítica

bastou uma crítica favorável ao disco novo do trio Peter, Björn e John para que, uma hora e meia depois de ela ser publicada, já tivesse duas pessoas esperando para baixá-lo de mim.

*

por motivos profissionais (leia-se "o chefe pediu"), baixei umas músicas de um tal Klaxons, que ele tem espalhado por aí que é a melhor coisa desde o pão fatiado. a que eu mais agüentei ouvir durou 15 segundos até eu trocar por uma do Elvis Costello e me desintoxicar.

*

há como ficar indiferente a uma revolução? acho que estou indiferente às várias que estão acontecendo por aí, e não é só em relação a música. na real, tenho me apresentado indiferente a tudo.

é assim. e ponto.

junto minhas mãos e as deixo em frente ao corpo, como se fosse rezar.

mas não o faço. na verdade, não sei porque juntei as mãos.

*

digito uma mensagem dupla no celular, para alguém que não vai responder. mas só de saber que essa pessoa vai ler, já é uma pedra a menos no coração.

se as pedras estivessem no meu bolso, com ou sem o trocadilho financeiro, eu estaria morto.

*

não sou bom de matemática. na verdade, eu não sei nem o que fazer da minha vida. e fico com medo de que a porta que se abriu para mim seja, na verdade, uma grande limitação. mas, como não tenho outras portas escancaradas à minha frente, só posso adentrá-la... e torcer para que as coisas mudem, no decurso das horas, semanas, décadas.

o mesmo se faz em outro tipo de porta. só pode passar um indivíduo de cada vez. e assim, sem maiores referências, cruzo-a sem imaginar onde vou parar.

com isso tudo, pode-se achar que virei passageiro da minha própria vida. será?

qualquer resposta agora será imprecisa. o medo é de me acomodar ou, tão ruim quanto, não ter discricionariedade no futuro para mudar a minha vida e moldá-la como eu quero. porque eu não quero pouco para a minha vida.

*

pode ser que, mesmo em meio à grana, ao esforço físico e a todas as boas notícias que se possa ter, os tempos de choradeira abraçada ao travesseiro estejam voltando. mais do que um pressentimento, é um recado que a solidão quer me dar.

*

fiz uma limpeza na minha caixa de mensagens, coisa que não fazia há dois meses. apaguei sessenta e seis mensagens que não tinham mais valor. queria que fazer uma coisa dessas na minha vida, ou pelo menos no meu coração, fosse tão fácil assim.

Terça-feira, Outubro 17, 2006

fazer o quê?

preciso te dizer: temos que terminar agora
antes que tudo piore, porque nós já sabemos que isso está errado
eu poderia aceitar, às vezes acho até que vou
apesar da tentação, tento ser muito forte
em minha relutância parece haver surpresa
não é porque eu não te queira

mas eu apenas
sei que preciso... hesitar

porque eu ainda tenho aquela outra menina
na minha cabeça
eu ainda tenho aquela outra menina na minha cabeça

podem haver uns boatos horríveis de
que eu menti
podem haver lágrimas furiosas, mas
elas nunca valeram o choro

é por isso
que às vezes eu... hesito

porque eu ainda tenho aquela outra menina
na minha cabeça
eu ainda tenho aquela outra menina na minha cabeça
eu ainda tenho aquela outra menina na minha cabeça


essa é uma tradução, um pouco adaptada ao português, de "I still have that other girl", do disco do Elvis Costello com o Burt Bacharach. hoje cedo, dentro do carro, eu percebi o quanto ela é bonita. e, no meu caso, assustadoramente verídica e atual.

minha ergométrica chegou

... e eu estou feliz pra caramba. tão feliz que, se soubesse que ia ficar tão entusiasmado assim, a teria comprado há um ano.

mal chegou ontem, montei nela e pedalei durante uma hora, sem parar. 20,16km e -907 calorias depois, dei-me por satisfeito. hoje cedo já foram mais dezenove quilômetros e 867 calorias perdidas - e à noite tem mais.

pedalar nela é uma tranqüilidade. apesar de não ser magnética, como eu queria, ela não dá trancos como a que tenho em Deprelândia, tem todas as funções que eu preciso (e não tem as que não preciso, como medidor