Segunda-feira, Outubro 06, 2008

how I learned to love the bootboys

(esse post é dedicado aos meus amigos da XP Investimentos de Brasília, a melhor orientação que alguém pode sonhar em ter)

então hoje os mercados internacionais caíram, certo? alguém na Ásia soltou um flato, o pessoal da Europa ao invés de tapar o nariz decidiu sair gritando "o horror, o horror" e, quando viram, o mercado brasileiro estava num esqueminha shitfan. em dez minutos de pregão, a Bovespa caía 10% e o disjuntor (circuit breaker, se você for metido a jornalista de finanças: o termo é emprestado da fiação elétrica, referindo-se ao dispositivo que desarma a rede elétrica em caso de curto-circuito) foi acionado.

e antes do meio dia, com uma queda de 15%, o disjuntor de novo entrou em ação. o horror? longe disso, a festa estava só começando. mandei 750 reais para minha conta na corretora e liguei o home broker - era horário de almoço, tranqüilo. comecei a analisar as ações que acompanho e vi uma coisa: a Parmalat (MILK11) valia R$ 0,24 no fundo do poço.

o que significa isso? simples: para ela, qualquer aumentozinho de R$ 0,01 representava cerca de 4%. subindo míseros três centavos, eu teria 12% de ganho. decidi comprar três mil delas por R$ 0,24 e já deixei pronta uma ordem de venda por R$ 0,29. na hora em que os negócios se reiniciaram, tudo estava no fundo do poço. qualquer aumento nesta ação já seria significativo. e ela realmente chegou a R$ 0,29 - chegou até a R$ 0,31, mas eu vendi por vinte e nove mesmo, embolsando R$ 140 líquidos.

como eu tinha certeza de que alguma coisa subiria? eu não tinha. mas se por um lado os investidores de países de primeiro mundo odeiam uma insegurança que bata em seus países (teorema), brasileiro adora uma pechincha (corolário), razão pela qual apostei em uma diminuição da queda.

com a Parmalat vendida por R$ 0,29, passei a procurar outra oportunidade. a Bovespa caía 12%, o que ainda era uma tragédia, mas uma hora antes ela caía 15%, então havia quem quisesse se aproveitar. e então vi os papéis da MMX Mineração, a do Eike (MMXM3), em queda livre: -34%. nesta hora, procurei meu corretor e perguntei se havia alguma má notícia sobre a empresa, alguma nova investigação em curso ou alguma desgraça que afetasse todas as mineradoras nesse nível. como já era de se esperar, nada. a Vale, por exemplo, caía "apenas" 17%.

então por quê a MMX caía tanto? ataque especulatório, suponho... e isso fez com que suas ações estivessem assaz baratas, tipo merreca mesmo, e peguei os R$ 750 iniciais mais R$ 90 do lucro para comprar 200 ações da companhia a R$ 4,20 cada. considerando que na abertura elas valiam cerca de R$ 5,70, havia um campo enorme para recuperação.

mas ela começou a cair, até bater em R$ 4,00. não me dei por vencido e coloquei uma oferta de venda: R$ 4,99. no final do pregão, com os preços baratos, começou a chover gente ali na horta. só fui vendo os papéis subirem, de dez em dez centavos, chegando em R$ 4,99... para logo em seguida cair. e nisso a minha ordem de venda foi executada e eu embolsei mais R$ 160 líquidos.

desse jeito, com dois negócios levei R$ 300. pouco? pouco. mas considerando que empatei apenas R$ 750, isso representa 40% de lucro, em um dia em que as manchetes foram unânimes em dizer que era um dia negro para a bolsa. até foi, mas depende muito do lado em que você estava. tenho plena consciência de que isso não vai rolar sempre, mas são histórias como a de hoje que mostram um lado bonito do capitalismo: enxergar, no meio de uma crise, oportunidades legais para se desenvolver. e amanhã eu quero mais.

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Domingo, Outubro 05, 2008

emanando

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Sábado, Outubro 04, 2008

relatório

que preguiça de me manifestar sobre qualquer coisa.

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Sexta-feira, Outubro 03, 2008

lâmpada

e esse episódio do "House" ontem, hein? que coisa linda. um pesadelo surrealista transplantado à televisão...

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Quinta-feira, Outubro 02, 2008

coisas que eu nunca te disse #34

it's these times that it tends,
the start to breaking up, to start to fall apart
oh! hold on to your heart


(Arctic Monkeys, "Do me a favour", 2007. por meio da Lisa)

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purê de batatas

o melhor de quinta-feira à noite é quando você pensa na sexta-feira e lembra que à noite vai ter açúcar e carinho, nessa ordem cronológica. e sorri, contando as horas para estar nas nuvens com isso, só voltando quando acordar um dia.

mas fazendo de tudo para que o sonho dure pra sempre.

*

ontem entrei no novo Fiat Linea (versão básica, apenas com câmbio Dualogic) e constatei umas coisas. é um carro bem estreito, de modo que andar com três pessoas no banco de trás é uma missão impossível, pelo parco espaço para os ombros. o descansa-braço, então, é risível. mas é um carro bem acabado, com plásticos bons, a excelente idéia de ter duas cores pro revestimento, motores bem desenvolvidos e, importante ressaltar, airbags laterais e de cortina como opção. se a Ford incluísse as opções de cores e de airbags no novo Focus, por exemplo, seria um carro perfeito. como não o fez, é apenas mais um que vou preterir em 2010. e no Linea eu nem penso.

*

você já teve a sensação de trabalhar em uma coisa e estar preso a outra que escolheu deixar, mas não sabe se fez bom negócio? ando me sentindo assim por esses dias. mas provavelmente é circunstancial (respiro fundo). tem que ser.

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Quarta-feira, Outubro 01, 2008

ai, arrasou

oi, tudo bem? sem pedir autorização pra ninguém, tirei uma semana de férias do blog (que coincidiram com meus dias de ócio nas férias da Telerj) antes de retomar. tava faltando assunto, vocês devem ter percebido. mas a falta agora deixou de ser crônica, é capaz que tenha coisas interessantes a dizer.

*

mas o primeiro assunto do dia é um agradecimento à Paula, por ter trazido pra mim o melhor pós-barba do mundo (anotem aí: Erase, da marca Zirh). estreei-o ontem, e dois minutos depois que o passei no rosto, olhei-me no espelho: eu tinha dezesseis anos outra vez, e inclusive com as mesmas espinhas na testa. mas bem gatinho. a Paula também me trouxe um bloqueador solar em spray, FPS 70. eu uso o 45, da mesma Neutrogena, mas como estou numa fase off-white (gostando de carros brancos, camisetas brancas, prendedores de guardanapos brancos etc), é sempre bom reforçar a branquelice e se proteger de melanomas. agora fica o clamor: Neutrogena, traz o spray FPS 70 pro Brasil, vai!

*

em frente: tive um dos melhores finais de semana da minha vida. e, uh-la-la, que bom que a vida continua a me surpreender para bem. dá vontade de transformar todo dia em algo assim...

*

sol brilhando forte lá fora, salário caído na conta, lá fui eu liquidar meu último débito: metade da fatura do cartão de crédito. e, pela primeira vez em __ meses, não devo mais um cêntimo ao banco, que beleza. melhor de tudo, a situação está sustentável e ainda esse mês recomeço a investir na bolsa (tá na hora, moçada). se o Eike Batista gosta de enfiar um X no final do nome de cada empresa que monta, simbolizando a multiplicação, ainda vou colocar um * (asterisco) no final da minha assinatura, para que a minha grana cresça exponencialmente. cada um com as suas frescuras.

*

num raro momento de euforia, fui ali e comprei oito cds. seis foram em loja, ao mesmo tempo: "Fun time", do Count Basie ao vivo em Montreux, "John Coltrane & Thelonious Monk", de um concerto dos dois do tempo do onça, "Stan Getz for lovers" (porque não tinha o Getz/Gilberto na hora, mas esse ainda vou comprar), "Darklands" do Jesus & Mary Chain, "You gotta go there to come back", dos Stereophonics - tão bom que nem parece um disco deles - e o primeiro disco de 2008 que compro: o "Third", do Portishead. e ainda peguei dois compactos do Suede no eBay: o primeiro de "Can't get enough" e o segundo de "The wild ones", que é o mais raro que eles lançaram.

são tempos de iPod, eu sei. mas tem alguma coisa dentro de mim me compelindo a comprar cds, talvez mesmo porque eles nunca foram tão baratos.


(continua no próximo post)

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Quinta-feira, Setembro 25, 2008

dígrafo

(para o Marcio)

a notícia do dia. deve ter sido igual à Carolina Dieckmann: um dia acordou e pensou "epa, eu sou gata, o que eu tô fazendo com esse cara?".

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